Sintep/Tangará da Serra conquista recomposição salarial e suspende greve


Após nove dias de enfrentamento dos profissionais da educação da rede municipal, prefeito reconhece a Lei 11.738 e cumpre o percentual de recomposição estabelecido pela legislação

Publicado: 10/06/2022 11:47 | Última modificação: // :

Escrito por: Roseli Riechelmann

Sintep/Tangará da Serra
Durante nove dias de paralisação subsede do Sintep/Tangará realizou o debate permanente com a categoria

A subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em Tangará da Serra, retoma as aulas na rede municipal de educação. A greve deflagrada em 1º de junho foi encerrada ontem (09/06) após o executivo reconhecer e negociar o cumprimento da Lei 11.738/2008, que estabelece o Piso Salarial Profissional para os trabalhadores da educação.

Para a presidente do Sintep/Tangará da Serra, Francisca Alda, foi uma vitória dos profissionais de Tangará da Serra que fizeram o enfrentamento para garantir o direito à recomposição salarial, mesmo diante da judicialização do movimento paredista e do corte de pontos. Esse último em negociação para ser recomposto, já que com salários cortados os profissionais não são obrigados a repor as aulas. “O que significa não garantir aos estudantes o mínimo constitucional de 800 horas e os 200 dias letivos, ao menos com esses profissionais”, esclarece a dirigente.

Sintep/Tangará da Serra
Profissionais da educação de Tangará em Assembleia

A suspensão da greve foi realizada após a Assembleia Geral da categoria, que ocorreu no pátio da prefeitura municipal, logo após a reunião entre o prefeito e dirigentes da subsede do Sintep/Tangará, com participação do diretor regional Antônio Márcio Pinheiro Ramos. Nas negociações o prefeito se comprometeu a fazer a recomposição do piso já agora em junho, com retroativo de maio, e os percentuais referentes a janeiro, fevereiro, março e abril, no mês de outubro.

Segundo Francisca Alda, foi um avanço significativo, que traz inclusive perspectivas positivas para as demais pautas, como a oferta do Profuncionário (curso profissionalizante para funcionários de escolas). “Formaremos a comissão de negociação permanente com composição mista, para debater os outros pontos das reivindicações, entre os quais tem ainda o reconhecimento de funcionários que já fizeram a formação, mas ainda não estão enquadrados”, concluiu a dirigente.