Casos de COVID-19 nas escolas estaduais gera alerta aos trabalhadores da educação


Nas últimas semanas os casos registrados em unidades escolares da rede pública em Mato Grosso comprovam que apenas a vacina não é suficiente para evitar a circulação do vírus.

Publicado: 25/11/2021 17:58 | Última modificação: // :

Escrito por: Assessoria/Sintep-MT

Arte: Jadson Barbosa
Casos de contaminações por Covid-19 voltam a ser registrados nas escolas de Mato Grosso

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) tem sido notificado pelos profissionais da educação nos municípios, sobre fechamento de escolas estaduais, em decorrência de casos de Covid-19. Nesta semana (22/11) Rosário Oeste (126 km região centro-sul do estado) e Vila Bela da Santíssima Trindade (540 km noroeste da capital, Cuiabá) se mostraram em alerta sobre a retomada dos casos nas unidades escolares.

No município de Rosário Oeste, três casos foram registrados na Escola Estadual Coronel Artur Borges. As atividades foram suspensas após a confirmação de Covid-19, em dois estudantes (irmãos), um deles vacinado, e ainda, uma professora, já imunizada. 

EE CEL. Artur Borges, em Rosário Oeste

Em Vila Bela da Santíssima Trindade, quatro profissionais – três da Escola Municipal Ricardo Franco, e um da Escola Estadual Verena Leite de Brito – além de cinco estudantes da escola municipal, testaram positivo para Covid-19. As escolas tiveram as atividades suspensas, com encaminhamento para testagem coletiva. O número de casos colocou todos da comunidade escolar de sobreaviso.

Segundo a presidente da subdede do Sintep-MT em Vila Bela da Santíssima Trindade, Ana Cristina Freires, existe uma preocupação maior, porque mesmo os estudantes contaminados serem da escola municipal, eles dividem o transporte escolar com estudantes da rede estadual. “Estamos realizando teste esta semana, até segunda-feira saberemos se existem mais casos. 

Escola Municipal Ricardo Franco, Vila Bela 

Para o presidente da subsede do Sintep/Rosário Oeste, Joildo Jovino, a falta de transparência sobre as notificações registradas nas unidades escolares têm gerado uma falsa tranquilidade na população e na comunidade escolar. O dirigente acredita que, muitas pessoas, por estarem vacinadas e não ouvirem com regularidade registros de mortes, pensam que a luta contra a Covid-19 está vencida e não precisam mais manter protocolos (máscara, álcool gel e distanciamento social). 

“Esse retorno das atividades presenciais sem as condições necessárias, inclusive estrutura física das unidades, ameaça a geração de novas cepas”, disse.  O dirigente ressalta que além de conhecer a realidade das escolas, os educadores que acompanham os relatos internacionais, e sabem que não pode haver prevaricação nos protocolos de segurança, entre eles o de evitar aglomerações. “O que é inviável nas escolas públicas estaduais de Mato Grosso. 

Escola Estadual Verena Leite de Brito, Vila Bela

O estado registra 54,61% da população imunizada (dados do consórcio de veículos de Imprensa). Contudo, ainda está longe de atingir um percentual de segurança coletivo, mínimo, conforme estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS havia apontado para uma margem de segurança com 70% da população imunizada, ou seja, com anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2.

O presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, salienta que a vacina sozinha não confere 100% de segurança contra o vírus. “Tivemos uma melhora no quadro de transmissão da doença, contudo, não podemos vacilar com os procedimentos de proteção individual – distanciamento social, evitar aglomeração e continuar o uso de máscaras”, destacou.

Valdeir lembra que tem sido cada vez mais comum o desuso das máscaras. “Mesmo em local aberto, como no pátio das escolas, quando conversamos de perto com as pessoas o risco de contaminação está presente, por isso o uso de máscara ainda se faz necessário”, destacou. 

O dirigente concluiu ressaltando que, na maior parte das escolas do estado, as salas de aulas são inadequadas para o distanciamento seguro entre os estudantes, a falta de estrutura dos banheiros e a ausência torneiras ou água disponíveis para higienização, são outros agravantes registrados.