Subsede repudia militarização em Nova Maringá e denuncia desvalorização dos profissionais
Para a subsede, militarizar a escola é desvalorizar os profissionais da educação e o investimento em formar cidadãos com pensamento crítico, numa educação universal e acessível a todos
Publicado: 10/04/2026 10:36 | Última modificação: 10/04/2026 10:36
Escrito por: Lina Obaid
Às vésperas da votação que decidirá sobre a implementação do modelo cívico-militar na Escola Estadual Osmair Pinheiro da Silva — única unidade da rede estadual em Nova Maringá (370 km de Cuiabá) —, a subsede do do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) intensifica as críticas contra as manobras do Governo do Estado para converter o modelo de ensino. A consulta pública está agendada para a próxima semana, nos dias 13 e 14 de abril.
A unidade foi palco de uma reunião entre a comunidade escolar e a Diretoria Regional de Ensino (DRE) na última segunda-feira (07). O presidente da subsede Sintep-MT Nova Maringá, Gelson Camargo da Silva, destacou que o sindicato tem atuado diretamente com estudantes, pais e educadores em um processo de conscientização sobre os riscos que a militarização representa para o ambiente pedagógico.
“Militarizar a escola significa fechar as portas para a diversidade e abrir mão da gestão democrática. Estamos trabalhando intensamente com a comunidade sobre os perigos desse modelo, que exclui o papel fundamental do profissional da educação e pode impor uma cultura de medo no ambiente escolar, sob o pretexto de oferecer segurança”, afirmou Gelson.
O diretor da Regional Médio-Norte II – que integra Nova Maringá - Joildo Jovino de Oliveira, reforçou a crítica pontuando que a medida aprofunda a desvalorização da categoria e silencia as ferramentas pedagógicas fundamentais para o desenvolvimento dos alunos. Para o dirigente, a troca de educadores por militares descaracteriza a função da escola.
“A militarização é uma política que desvaloriza quem dedicou a vida ao ensino e ao cotidiano escolar. Quando o Estado transfere para dentro da escola profissionais que não possuem formação pedagógica, ele ignora a ciência necessária para a formação cidadã”, pontuou Joildo.
O dirigente regional complementou ainda que a luta é pela manutenção da competência técnica dentro das unidades: “Defender a autonomia escolar e a permanência dos nossos profissionais é assegurar o direito dos estudantes de serem orientados por quem estudou e se preparou especificamente para a missão de educar”, finalizou.




