Sintep/ Rosário Oeste denuncia descaso da Prefeitura com pautas de 2025 e 2026


Categoria revela arquivamento de reivindicações e cobra agenda com o prefeito para assegurar direitos dos trabalhadores da educação ao Piso e a RGA

Publicado: 20/03/2026 17:33 | Última modificação: 20/03/2026 17:33

Escrito por: Roseli Riechelmann

Sintep/Rosário Oeste
Dirigentes do Sintep/Rosário Oeste em reunião com a administração muncipal para cobrar respostas às pautas de reivindicações

Dirigentes da subsede do Sintep-MT em Rosário Oeste constataram, nesta sexta-feira (20/03), que as pautas de reivindicações dos trabalhadores da educação, protocoladas junto à prefeitura, foram arquivadas. Representantes da direção sindical estiveram reunidos nesta sexta (20/03) com o chefe de governo Alexandre Taques, a secretária municipal de Planejamento, Leiliane Buffon, e o secretário municipal de Educação, Vinícius Martins, para mais uma vez buscar agenda com o prefeito.

Durante a reunião no gabinete do chefe de governo, a vice-presidente do Sintep/Rosário Oeste, Edna Alves, questionou os motivos para que o prefeito não receba os representantes da categoria. Conforme ela, é preciso dialogar para avançar na negociação sobre o cumprimento do Piso Salarial Nacional e da Revisão Geral Anual.

Desde o último dia 5 de março, a categoria está em Estado de Greve. “A Greve vai depender da resposta do governo municipal às pautas”, afirma Edna Alves. Segundo a dirigente, a administração municipal tem evitado cumprir os direitos, apesar do discurso de compromisso com a Educação e com os educadores.

“A secretária de Planejamento, Leiliane Buffon, havia afirmado que o Piso Nacional seria implantado em janeiro de 2026 e que a RGA seria paga em fevereiro. Contudo, agora pedem mais prazo para estudo de impacto financeiro, alegando que o município vive uma situação crítica”, alerta a dirigente sindical.

O cenário foi interpretado pelas dirigentes como moroso diante da falta de prioridade com a educação pública no município. “Nenhum trabalhador deve ter seus direitos retidos por desatenção do gestor. A Lei deve ser cumprida”, destaca Edna.

Para a tesoureira do Sintep/Rosário, Hugolina França, é incoerente que, depois de tanto tempo de cobrança, a administração não tenha feito o estudo de impacto financeiro, uma afirmação que depõe contra os princípios da administração pública, entre os quais eficiência e legalidade.

“É preciso celeridade e compromisso no cumprimento da lei, e urgência no encaminhamento do projeto para a Câmara Municipal, a fim de garantir o pagamento do Piso Nacional e da RGA aos profissionais. Esse é um direito que não deveria arrastar, pois ataca a dignidade e a sobrevivência dos profissionais da educação”, afirma Edna.