Sintep-MT participa de seminário sobre atribuições de aula na Assembleia Legislativa
Dirigentes sindicais acompanham o debate sobre as implicações da atribuição de aulas na vida dos profissionais e na qualidade da educação ofertada pelo governo do estado.
Publicado: 25/09/2025 14:26 | Última modificação: 25/09/2025 14:26
Escrito por: Luiz Benitt
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) participou nesta quinta-feira (25/09), na sala das comissões permanentes deputado Oscar Soares, da Assembleia Legislativa, do seminário “Atribuições de aula e suas portarias”, promovido pelos deputados estaduais Edna Sampaio (PT) e Valdir Barranco (PT). O debate reuniu parlamentares, representantes da categoria e especialistas da educação para tratar das constantes mudanças impostas pelo governo do Estado nas regras de atribuição de aulas.
Além de educadores, marcaram presença o presidente da entidade, Henrique Lopes, e a vice-presidente, María Celma Oliveirah e dirigentes da subsede da entidade, de Cuiabá. Na oportunidade, Henrique Lopes chamou atenção para o caráter unilateral das medidas do Executivo.

“O governo Mauro Mendes tem utilizado portarias para impor obrigações aos profissionais da educação sem apresentar a devida contrapartida. Não há garantia de número suficiente de trabalhadores da área instrumental nas escolas, nem compromisso real com a qualidade da educação. É preciso parar de transferir responsabilidades para os educadores e assumir o dever constitucional de oferecer estrutura adequada”, criticou Lopes.
O presidente reforçou ainda que o Sintep-MT já tem audiência agendada com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no dia 2 de outubro, às 10h, para tratar diretamente das demandas da categoria. Entre os pontos que estarão na pauta estão a recomposição salarial de 19,52%, a realização de concurso público e a discussão sobre a atribuição de aulas, que há anos gera insegurança e sobrecarga nos profissionais da educação.
Para o sindicato, a luta em torno da atribuição de aulas está diretamente ligada à valorização profissional e à qualidade do ensino público. “Não se trata apenas de organizar o calendário ou distribuir aulas. Estamos falando de condições de trabalho, de reconhecimento dos profissionais e do impacto direto no aprendizado dos estudantes”, destacou Henrique.
O seminário foi marcado pela forte participação virtual dos trabalhadores da educação de diversos municípios do estado, e pelo compromisso das entidades em manter a mobilização até que o governo apresente soluções concretas para os impasses.




