Sintep-MT participa de reunião no governo federal sobre ataques à educação pública
Junto a outras entidades representativas de trabalhadores da educação, sindicato dialogou com o governo federal sobre preocupações relacionadas às escolas cívico-militares, à privatização e à desvalorização da educação pública
Publicado: 25/09/2026 15:52 | Última modificação: 25/09/2026 15:52
Escrito por: Roseli Riechelmann
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) participou, na terça-feira (22), de reunião na Secretaria-Geral da Presidência da República, ao lado de entidades sindicais de diferentes estados, ligadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e de representantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), em uma agenda de diálogo e mobilização em defesa da educação pública.
O encontro possibilitou às entidades sindicais e à representação estudantil apresentar ao ministro Guilherme Boulos preocupações relacionadas à expansão do modelo de escolas cívico-militares e aos seus impactos sobre a educação pública.
Segundo a secretária-geral do Sintep-MT, Ester Assalin, que participou da reunião representando a entidade, o encontro contribuiu para ampliar o debate sobre as implicações educacionais desse modelo, relacionando a realidade vivenciada em Mato Grosso às experiências registradas em outros estados.
.jpeg)
“Foi um debate importante, que reafirmou que a educação deve ser conduzida por profissionais qualificados para o trabalho pedagógico. O ambiente escolar é espaço de educação e formação, e não de atuação da segurança pública. A segurança tem seu papel e deve atuar na proteção e no entorno das unidades escolares, sem substituir as atribuições próprias dos profissionais da educação”, afirmou Ester Assalin.
A reunião integra uma agenda de diálogo entre o governo federal, entidades representativas dos trabalhadores da educação e organizações estudantis em torno da defesa da educação pública, gratuita, laica, democrática, socialmente referenciada e desmilitarizada.
Além da militarização das escolas, o debate abordou os processos de privatização da educação pública e políticas adotadas nos estados que, segundo as entidades participantes, têm provocado precarização das condições de trabalho e desvalorização dos profissionais da educação.
Para o Sintep-MT, a discussão nacional fortalece a necessidade de ampliar a participação da comunidade escolar e da sociedade na definição das políticas educacionais, preservando a gestão democrática, a valorização profissional e a responsabilidade do Estado pela oferta da educação pública.




