Sintep-MT participa da Jornada Continental pelo Direito à Migração na próxima quinta (12)
A presença da instituição visa encontrar soluções de justiça social aos migrantes que chegam ao país
Publicado: 06/03/2026 17:04 | Última modificação: 06/03/2026 17:04
Escrito por: Lina Obaid
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) participa da Jornada Continental pelo Direito à Migração, no próximo dia 12 de março, às 18h, no ICHS, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A iniciativa é uma mobilização internacional que engloba sindicatos e movimentos sociais de diversos países, na luta contra políticas imperialistas e em defesa da classe trabalhadora, defendendo a migração como direito básico e humanitário.
Trabalhadores e trabalhadoras do mundo todo foram afetados pela política migratória e discriminatória promovida pelo governo Trump, por meio do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que tem atuado com medidas de deportação em massa, com uso de violência, restrições ao asilo, atingindo diretamente todos os povos da América Latina e Caribe.
Para o secretário de Formação Sindical da Subsede do Sintep-MT em Cuiabá, Prof. Dr. Carlos Alberto Caetano, os sindicatos tem um papel fundamental na redução das desigualdades ocasionadas pelas políticas migratórias abusivas.
“Nós podemos contribuir com a justiça migratória, fortalecendo os referenciais de acesso ao trabalho e garantia da sobrevivência da grande maioria dos migrantes que aqui estão. E também assegurar a defesa dos direitos que lhes são facultados pela declaração dos direitos dos migrantes a nível Brasil, por meio da educação”, apontou.
O dirigente também destaca o papel da educação no apoio da reestruturação de vida dos imigrantes. Principalmente ao combater a política imperialista do governo Trump, e defender a soberania e autodeterminação dos povos.
“A maioria desses imigrantes são trabalhadores e trabalhadores que chegam na condição de imigrantes, que carecem, no primeiro momento, do acesso ao idioma de maneira gratuita. E nós, enquanto sindicato, podemos contribuir na garantia de acesso gratuito ao aprendizado da língua, como um passo fundamental para assegurar direitos básicos e melhores condições de vida a trabalhadores e suas famílias”, ressaltou.




