Sintep-MT destaca importância de curso do MPMT para educação inclusiva nas escolas


Iniciativa prevê formação de profissionais da rede pública e reforça a necessidade dos gestores assegurarem políticas permanentes para garantir a inclusão escolar

Publicado: 21/08/2026 12:31 | Última modificação: 21/08/2026 12:31

Escrito por: Roseli Riechelmann

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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) participou do lançamento da formação realizada na quinta-feira e sexta-feira (20/08 e 21/08), na sede das Promotorias, em Cuiabá, o curso “Abraçando as Diferenças: Escola para Todos”. Trata-se de um projeto do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), com foco na formação para a educação especial. O objetivo é fortalecer a política de educação inclusiva nas escolas do estado, especialmente na rede pública, por meio da formação dos profissionais que atuam nas escolas.

A presidente do Sintep-MT, Maria Celma Oliveira, acredita que a iniciativa reforça a retomada de políticas voltadas à educação inclusiva. Para a dirigente, o projeto resgata ações na busca de uma escola para todos e todas. A iniciativa do MPE (Ministério Público do Estado de Mato Grosso), louvável. Contudo, o desafio do Estado e dos municípios é superar a distância entre a formulação das políticas públicas e sua execução nas escolas.

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Maria Celma, presidente do Sintep-MT, o projeto resgata ações na busca de uma escola para todos e todas

“Essa é uma modalidade de educação que exige financiamento, que exige recurso, e não é pouco. Ela exige formação permanente dos profissionais, precisa ser pensada e executada. A teoria tem que sair do papel e ser colocada em prática, porque sabemos que a realidade das escolas públicas é muito diferente”, afirma a dirigente.

Maria Celma recorda que as políticas de inclusão para a educação especial enfrentam uma realidade diferente daquela pensada na formulação das políticas. “Grande parte das escolas públicas ainda não dispõe de condições adequadas de acessibilidade, incluindo estrutura física, mobiliário, recursos materiais e humanos, outros recursos necessários para garantir a inclusão e o efetivo trabalho dos educadores”, destaca.

Para a dirigente, a proposta reforça a necessidade do debate sobre a educação especial, além de alavancar as políticas federais que retornam após o desmonte feito no governo anterior, com a extinção da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), responsável pela atuação em diferentes pautas relacionadas à diversidade educacional.

A formação do MPMT, prevista para iniciar em outubro, será ofertada na modalidade de Educação a Distância (EaD), com 40 horas e conteúdo alinhado à nova Política Nacional de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC).