Sintep-MT defende a recomposição da RGA dos servidores de MT para além da inflação de 2025


Sindicato quer que votação da RGA prevista na ALMT considere sobra de receita em Mato Grosso e a possiblidade do pagamento das perdas acumuladas em 19,52%, para corrigir injustiças salariais

Publicado: 07/01/2026 17:53 | Última modificação: 07/01/2026 17:53

Escrito por: Sintep-MT

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Servidores do estado cobram o débito do governo com a RGA

Mesmo que tardia, a votação da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos de Mato Grosso, prevista para o próximo dia 15 de janeiro, na Assembleia Legislativa estadual, é aguardada com expectativa pelos servidores do Estado, avalia o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).

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Presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, defende o repasse das perdas inflacionárias Já

Conforme o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, isso ocorre, primeiro, porque a RGA é um instrumento de valorização dos servidores, que sofrem quase oito anos de arrochos salariais na gestão Mauro Mendes. Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) confirmam as perdas decorrentes da falta de recomposição da RGA, que somam 19,52%.

“O momento é mais que oportuno para que seja feita justiça com os servidores públicos do Estado”, afirma Henrique Lopes.

Segundo o dirigente, estão comprovadas as condições para que o governo do Estado corrija a injustiça com os servidores, já que os estudos revelam sobra de receita suficiente, dentro do limite máximo prudencial (margem de gastos com folha de pagamento). O orçamento estadual de 2025 arrecadou a mais do que o previsto. “Então, não corrige o problema só se não quiser”, destaca Henrique Lopes.

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Nas ruas, educadores cobram valorização profissional com recomposição salarial 

O Sintep-MT defende o pagamento do percentual de 19,52% em atraso, mais a inflação do ano de 2025. “São valores perfeitamente possíveis de serem honrados pelo Estado. Ao não fazer isso, irá submeter os servidores públicos a uma pressão ainda maior sobre as suas condições de sobrevivência, até porque em 2026 tudo terá preços corrigidos”, alerta.

Conforme Henrique Lopes, um segundo motivo seria o governo cumprir com aquilo que sempre foi o seu discurso: não querer deixar dívida para outro governo. “Foi com esse discurso que usou para não cumprir a Lei 510/2013, dizendo que o Estado não poderia deixar dívida para um governo posterior. Terá que colocar em prática aquilo que foi seu próprio discurso: não repassar dívidas para os governos subsequentes”, concluiu.