Sintep-MT debate fraude dos consignados com o advogado Pedro Taques
Convidado do Conselho de Representantes, o advogado destaca a omissão do atual governo do estado nas auditorias dos consignados
Publicado: 24/05/2026 16:53 | Última modificação: 24/05/2026 16:53
Escrito por: Roseli Riechelmann
O debate sobre as ações judiciais contra os empréstimos consignados em Mato Grosso marcou o segundo dia do Conselho de Representantes do Sintep-MT, neste domingo (24/05). Coordenada pela presidenta em exercício da entidade, Maria Celma Oliveira, e pelo dirigente estadual Valdeir Pereira, a mesa de discussões contou com esclarecimentos técnicos do advogado e ex-governador Pedro Taques, do escritório AFG &Taques, e participação de representante da assessoria jurídica da entidade.
Ao abordar o tema do encontro, os empréstimos consignados, Pedro Taques criticou a lentidão do governo estadual em apresentar a auditoria dos contratos. Segundo o advogado, o Estado tinha o prazo de 120 dias, iniciados em 20 de janeiro e concluído em 20 de maio, para entregar um levantamento detalhado contendo o montante emprestado, o saldo devedor e uma planilha de cálculo especificando o que já foi pago por cada servidor.
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“Após 120 dias, o Estado não apresentou nada. No entanto, há um documento no processo em que o governo de Mato Grosso alega ter analisado 240 contratos por dia, o que totalizam cerca de 20 mil contratos auditados e reclassificados nesse período. Entramos com um pedido para que mostrem o que foi de fato feito, mas o Estado permanece em silêncio, não apresentou absolutamente nada”, relatou Taques.
O advogado da AFG & Taques lembrou ainda que, mesmo sem a devida autorização do Banco Central, o governo de Mauro Mendes autorizou a atuação da Capital Consig, suas signatárias e do Banco Master em Mato Grosso, a partir de maio de 2023.
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Na oportunidade o dirigente Valdeir Pereira, que acompanhou a tramitação da ação no seu início, reforçou que assim como a operação fraudulenta dos consignados, o cartão de benefício consignado oferecido aos servidores do Estado pelas mesmas operadoras configurou fraude também.
Taques insistiu na cobrança para que o Executivo apresente publicamente os 20 mil contratos supostamente analisados. O advogado anunciou uma petição, protocolada pelo escritório AFG & Taques, e que está disponibilizada em seu perfil no Instagram, dando transparência aos encaminhamentos e requerimentos realizados.
Por fim, a entidade sindical afirma que o governo estadual está omitindo as informações dos servidores públicos e denuncia manobra na tentativa de extensão do prazo de entrega dos dados quando alteraram os 120 dias corridos para 120 dias úteis.
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