Sintep-MT comemora com o MST-MT os 31 anos de luta pela terra, educação e direitos sociais
O Sindicato e a CUT-MT parabenizam as conquistas e resistência dos trabalhadores do MST no estado
Publicado: 04/08/2026 16:15 | Última modificação: 04/08/2026 16:15
Escrito por: Roseli Riechelmann
A presidenta em exercício do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Maria Celma Oliveira, a secretária-geral, Ester Assalin, e membros da direção sindical receberam, nesta terça-feira (04/08), na sede da entidade, dirigentes estaduais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso (MST-MT). Os representantes entregaram à direção o convite para a celebração dos 31 anos de atuação da luta pela terra em Mato Grosso, que será realizada no próximo dia 14 de agosto.
Para Maria Celma, que também preside interinamente a CUT-MT, a comemoração do MST em Mato Grosso representa uma conquista da classe trabalhadora. “O MST é um movimento importante, com uma trajetória de luta e resistência, e sempre foi parceiro dos profissionais da educação. Consideramos fundamental essa união da classe trabalhadora do campo e da cidade na luta por uma sociedade mais justa e igualitária. As conquistas deles no campo representam também uma vitória para os trabalhadores da cidade”, destacou.
Os representantes estaduais do MST-MT, Vanessa Ribeiro e Yudi, entregaram o convite para as comemorações, que ocorrerão no acampamento “Ernesto Che Guevara”, no município de Nova Olímpia. A ocasião também será marcada pela conquista da terra para as mais de 70 famílias acampadas no local. “Foram 16 anos de resistência até a conquista da titulação da área, onde os trabalhadores serão assentados”, relatou Vanessa.
Ao longo dos 31 anos de atuação em Mato Grosso, o MST-MT conquistou 41 assentamentos, beneficiando mais de 5 mil famílias no estado. Outras famílias seguem na resistência nos acampamentos “Padre José Tencati”, localizado na zona rural do município de Jaciara, na região de Juscimeira; “Palestina Livre”, também na região sul do estado; e “Renascer”, no município de Cáceres.
Atualmente, as famílias assentadas e acampadas enfrentam o desafio de garantir a educação dos filhos. Essa também é uma preocupação do Sintep-MT, que tem atuado na defesa de escolas próximas às localidades onde vivem os estudantes.
Segundo Vanessa, a maior parte dos estudantes acampados e assentados ainda não conta com escolas do campo e depende do deslocamento em ônibus escolares pelas rodovias do estado para unidades localizadas nas áreas urbanas.
Recentemente, a mobilização das famílias assentadas em Mirassol d’Oeste garantiu uma importante vitória, com a manutenção da escola municipal Zumbi dos Palmares, que estava ameaçada de fechamento pela prefeitura. A unidade atende estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio, por meio de salas anexas da rede estadual.
“Foi com muita luta, resistência e organização das famílias que vivem nesse assentamento que conseguimos impedir o fechamento da nossa escola”, concluiu Vanessa.




