Semana Nacional da Educação Pública trabalha democracia e direitos
Promovida pela CNTE de Norte a Sul do país, a semana tem como objetivo envolver estudantes e educadores em reflexões sobre direitos, sustentabilidade e inteligência artificial.
Publicado: 14/04/2026 18:19 | Última modificação: 14/04/2026 18:19
Escrito por: Roseli Riechelmann
Desde segunda (13 de abril) estão em andamento as atividades da 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) com apoio dos Sindicatos filiados. Ao longo da semana, de 13 a 17 de abril, os integrantes das escolas são provocados a promoverem análises, debates por meio de diferentes atividades. Em 2026 o foco da Semana será: democracia, soberania, combate à violência, valorização dos profissionais da educação, sustentabilidade e os impactos da tecnologia e da inteligência artificial no cotidiano.
Os temas propostos devem envolver todos os estudantes da Educação Básica e também da educação infantil, com atividades adequadas à faixa etária. “Educação, democracia e soberania caminham juntas - e tudo começa na escola. Dialogar e debater fortalece a consciência coletiva e é fundamental em todas as etapas da formação”, ressalta a secretária de Políticas Educacionais do Sintep-MT e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade.
A programação da Semana é apresentada aos educadores com sugestões de como trabalhar os temas propostos nas escolas. A programação começa com o tema central, com foco em provocar reflexões sobre o papel da educação pública na construção de uma sociedade democrática, soberana, igualitária e sustentável.
Dentro dos temas sugeridos estão também a abordagem sobre a violência contra mulheres e minorias, incluindo o feminicídio — uma realidade que tem crescido de forma alarmante no país. Guelda destaca que o aumento dos casos precisa ser debatido na escola. “A educação tem papel fundamental no enfrentamento dessa prática. Em 24 de março foi aprovada a lei de combate à misoginia, um tema que precisa ser discutido no chão da escola, por meio de rodas de conversa, produção de textos e análise de notícias, para construirmos uma sociedade mais justa e humana.”
No dia 15, quando ocorre a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, os profissionais estarão mobilizados também em defesa da educação pública, de direitos e de mais investimentos para as escolas. A Marcha reunirá trabalhadores da educação de todo o país na luta por direitos históricos, entre eles a defesa de uma educação pública, democrática, inclusiva e de qualidade para todas e todos.
No quarto dia, 16 de abril, a sugestão é o diálogo voltado aos profissionais que fazem a educação acontecer diariamente, como professores, coordenadores e funcionários. “São profissionais com diferentes formações, mas com um compromisso comum, de garantir uma educação pública de qualidade. A proposta é que os estudantes desenvolvam atividades de reconhecimento desses trabalhadores, com entrevistas, podcasts e vídeos que registrem o papel de cada um no espaço escolar”, destacou a dirigente.
Encerrando a programação, no dia 17, a proposta é tratar sobre meio ambiente, com ações como plantio de mudas, criação de hortas, reciclagem e discussões sobre a inteligência artificial no desenvolvimento social e nas relações humanas. A semana é inspirada na política educacional de Paulo Freire, que reforça a educação como caminho para uma sociedade justa, crítica e livre de violências.




