Sem envio de projeto da RGA, votação na ALMT termina em frustração
Servidores cobram governo por sete anos de perdas salariais e exigem cronograma de reposição
Publicado: 14/01/2026 15:57 | Última modificação: 14/01/2026 15:57
Escrito por: Roseli Riechelmann
Sem projeto de lei, a votação prevista da Revisão Geral Anual (RGA) de 2025 na Casa Legislativa, nesta quarta-feira (14/01), terminou frustrada. Os servidores de diferentes categorias do Executivo presentes deixaram o espaço com um misto de frustração e revolta diante do descaso do governo em não encaminhar o PL. Afinal, são sete anos de perdas que reduzem em cerca de 20% o valor dos salários dos servidores estaduais.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, as categorias terão que dar uma resposta. Segundo o dirigente, a única justificativa viável para o governo não apresentar o documento seria a realização de novos cálculos para aumentar o repasse da RGA, com foco na recomposição do débito de 19,52%, para além da recomposição anual.

“A perspectiva é que um novo cálculo honre com aquilo que o governador diz: que não deve deixar dívida para outro governo”, ressaltou o presidente do Sintep-MT. Em caso contrário, afirma Henrique, a resposta dos servidores virá na próxima semana, após reunião já agendada entre os dirigentes sindicais.
Henrique lembra que o governador chega ao último ano de mandato sem diálogo com os legítimos representantes dos servidores, os sindicatos, e carregando uma dívida de 19,52%, além dos 4,26% previstos para 2026. Perdas salariais que, em sua maior parte, são débitos contraídos durante a gestão do governo Mauro Mendes. “Esperamos que o governo aponte, minimamente, até o final da gestão, qual é o cronograma de reposição dessas perdas”, afirmou Henrique Lopes.

No encerramento da sessão da manhã desta quarta-feira (14), dirigentes sindicais e a Federação de Sindicatos de Servidores Públicos de Mato Grosso (Fessp-MT) cobraram respostas e, mesmo diante de muita confusão, foi apontado que assim que o governo encaminhar o projeto, o parlamento convocará sessão extraordinária com prazo de 24 horas, a partir da entrega da mensagem.




