Salas com infraestrutura comprometida revelam a distância entre discurso e realidade


Apesar de ter sede nova, a EE Pascoal Moreira Cabral ganhou salas anexas e parte dos estudantes ficaram em local precário

Publicado: 26/01/2026 16:50 | Última modificação: 26/01/2026 16:50

Escrito por: Roseli Riechelmann

Reprodução site VG Notícias

A Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, no bairro Recanto dos Pássaros, revela o modelo de planejamento do governo. Por falta de vagas suficientes para atender à demanda de matrículas na  nova unidade, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) retomou o funcionamento do prédio antigo e inadequado para o atendimento dos estudantes. A precarização do espaço foi notícia na mídia estadual, no domingo (25/01), e confirma as afirmações do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT): “muita política de fachada”.

A denúncia dos pais de estudantes matriculados no prédio anexo, a 900 metros da "Escola Modelo" do governo Mauro Mendes, confirma a falta de planejamento, já que relatos de profissionais indicam que os problemas do espaço e alta demanda por matrículas era um problema antigo e agravado com os inúmeros condomínios construídos na região nos últimos anos.

Para o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, se é verdade que há necessidade de abrir salas anexas, o governo deveria esclarecer por que fechou mais de 100 escolas no Estado. “A medida tem gerado superlotação em determinadas unidades e, inclusive, queixas de pais junto à Defensoria Pública do Estado por ausência de vagas”.

Os relatos dos familiares apontam a ausência de condições dignas para os estudantes, no anexo. Enfrentam falta de espaço para a merenda, além de salas sem pintura, piso velho, conferindo ao prédio o aspecto descuidado, sem contar a infraestrutura, com madeiras podres que sustentam parte do pátio, conforme registrado pela imprensa.

“A política do governo é de fachada, com uma tinta, um painel de plástico e um letreiro na porta que aparentemente demonstram que a escola está boa. Mas basta percorrer as mais de 600 escolas do Estado para verificar que nem todas estão às mil maravilhas, nem mesmo as novas, conforme apresenta a propaganda oficial do governo. Mas uma coisa a gente tem certeza, Mato Grosso não tem problema de recurso para resolver os problemas”, destacou Henrique Lopes.

Conforme o dirigente do Sintep-MT, o governo precisa parar de fazer educação de comercial e passar a fazer uma educação real.

 

Atualiza 17h58