Professores protestam em Alto Paraguai por cumprimento do piso salarial nacional


Segundo o sindicato, defasagem entre salários pagos pelo município e o piso nacional chega a 46,88%.

Publicado: 08/05/2026 11:51 | Última modificação: 08/05/2026 11:51

Escrito por: Roseli Riechelmann

Sintep/Alto Paraguai

Professores da rede municipal de Alto Paraguai, a 178 km de Cuiabá, saíram às ruas nesta sexta-feira (08/05) em manifestação pelo cumprimento do Piso Salarial Nacional do magistério. O ato, organizado pela subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em frente à prefeitura, denunciou a precarização salarial dos educadores, que recebem, por 30 horas semanais de trabalho, R$ 2.726,38, enquanto o piso nacional é de R$ 5.130,63.

A manifestação levou faixas e cartazes cobrando direitos dos educadores. As professoras deram bom dia ao prefeito, no ritmo de canções infantis, mas com frases fortes sobre a retirada de direito dos profissionais da educação e a necessidade de pressionar a administração pelo cumprimento da legislação.

A Lei do Piso Salarial Profissional Nacional — nº 11.738/2008 — define o reajuste anual do magistério com base na inflação do ano anterior e na variação das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), responsável pelos repasses destinados às redes municipais e estaduais de ensino conforme o número de matrículas.

Segundo a presidente da subsede do Sintep em Alto Paraguai, Márcia Araújo Gomes, a defasagem entre o piso nacional e o salário pago pelo município aos professores chega a 46,88%. Conforme comunicados e ofício protocolado na prefeitura, as perdas na educação pública municipal vão além da questão salarial.

“Nossa reivindicação é em defesa da educação pública, que está sucateada em Alto Paraguai diante da precarização salarial”, afirmou a dirigente.

A pauta de reivindicações inclui, além do cumprimento da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional — atualmente fixado em R$ 5.130,63 (40 h). Cobram o pagamento do passivo, retroativo a janeiro de 2026, além de reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e melhores condições de trabalho e de ensino.

A precarização salarial dos profissionais da educação vem ao longo de todo o mandato do prefeito ampliando a perda do poder de compra da categoria.