Professores de Artes fazem manifestação contra retirada da disciplina do 3º ano do Fundamental
Educadores aponta que portaria de atribuição da Secretaria Municipal de Educação é considerada ilegal
Publicado: 26/11/2025 17:16 | Última modificação: 26/11/2025 17:16
Escrito por: Sintep/Cuiabá
A subsede do Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso) em Cuiabá realiza mobilização nesta quinta-feira (27 de novembro), às 9h, na Câmara de Vereadores de Cuiabá, em defesa da manutenção das aulas de Educação Artística ministradas por professores habilitados.
A mobilização reunirá professores de Artes, estudantes, pais, mães e toda a comunidade escolar, em protesto contra a retirada da atribuição do componente curricular de Artes do 3º ano do Ensino Fundamental, medida instituída pela Portaria (nº 046/2025) da Secretaria Municipal de Educação (SMECEL) e pelo Ofício Circular nº 042/2025. Ambos considerados ilegais pelos profissionais da educação.
O que está em disputa
Os atos editados pelo Município:
• Retiram Artes da atribuição do professor especialista, reduzindo a disciplina a apenas 1 hora semanal no 3º ano;
• Transferem esse conteúdo ao pedagogo unidocente, mesmo sem formação específica;
• Incluem indevidamente Língua Inglesa no 3º ano, algo não previsto pela BNCC;
• Criam uma disciplina de Computação sem respaldo legal para substituir componentes obrigatórios existentes.
Para o sindicato, tais medidas:
• Violam o art. 26 da LDB, que determina que Artes é componente curricular obrigatório e deve ser ministrado por profissional habilitado;
• Contrariam a BNCC, que prevê o desenvolvimento contínuo das linguagens artísticas em todos os anos do Ensino Fundamental;
• Desrespeitam o Plano Municipal de Educação, que reconhece Artes como área essencial da formação cultural;
• Prejudicam estudantes ao empobrecer a formação cultural e expressiva;
• Prejudicam professores ao reduzir carga horária e gerar risco de excedência.
Participação especial na tribuna livre
Durante a manifestação, o professor de Artes da rede municipal Roberto Viana fará uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal.
Ele irá:
• Defender a manutenção das aulas de Artes com professores habilitados;
• Expor os impactos pedagógicos da retirada da disciplina;
• Apresentar o trabalho que desenvolve com o projeto “Rock nas Escolas”, iniciativa reconhecida por envolver os estudantes por meio da música, reflexão crítica e expressão artística.
A presença do professor Roberto Viana reforça a importância das linguagens artísticas para o desenvolvimento integral das crianças e demonstra, na prática, como a disciplina contribui para a vida escolar e cultural dos alunos.
Medida judicial em andamento
O sindicato também solicitou à sua assessoria jurídica o ingresso de Mandado de Segurança para suspender imediatamente os efeitos da Portaria 046/2025 e do Ofício 042/2025, garantindo:
• a recomposição da matriz curricular conforme a BNCC;
• a manutenção da disciplina de Artes ministrada por profissionais habilitados;
• a anulação de qualquer ato administrativo que reduza sua carga horária ou a substitua por disciplinas não previstas na legislação.em defesa da manutenção das aulas de Educação Artística ministradas por professores habilitados.
A mobilização reunirá professores de Artes, estudantes, pais, mães e toda a comunidade escolar, em protesto contra a retirada da atribuição do componente curricular de Artes do 3º ano do Ensino Fundamental, medida instituída pela Portaria (nº 046/2025) da Secretaria Municipal de Educação (SMECEL) e pelo Ofício Circular nº 042/2025. Ambos considerados ilegais pelos profissionais da educação.
O que está em disputa
Os atos editados pelo Município:
• Retiram Artes da atribuição do professor especialista, reduzindo a disciplina a apenas 1 hora semanal no 3º ano;
• Transferem esse conteúdo ao pedagogo unidocente, mesmo sem formação específica;
• Incluem indevidamente Língua Inglesa no 3º ano, algo não previsto pela BNCC;
• Criam uma disciplina de Computação sem respaldo legal para substituir componentes obrigatórios existentes.
Para o sindicato, tais medidas:
• Violam o art. 26 da LDB, que determina que Artes é componente curricular obrigatório e deve ser ministrado por profissional habilitado;
• Contrariam a BNCC, que prevê o desenvolvimento contínuo das linguagens artísticas em todos os anos do Ensino Fundamental;
• Desrespeitam o Plano Municipal de Educação, que reconhece Artes como área essencial da formação cultural;
• Prejudicam estudantes ao empobrecer a formação cultural e expressiva;
• Prejudicam professores ao reduzir carga horária e gerar risco de excedência.
Participação especial na tribuna livre
Durante a manifestação, o professor de Artes da rede municipal Roberto Viana fará uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal.
Ele irá:
• Defender a manutenção das aulas de Artes com professores habilitados;
• Expor os impactos pedagógicos da retirada da disciplina;
• Apresentar o trabalho que desenvolve com o projeto “Rock nas Escolas”, iniciativa reconhecida por envolver os estudantes por meio da música, reflexão crítica e expressão artística.
A presença do professor Roberto Viana reforça a importância das linguagens artísticas para o desenvolvimento integral das crianças e demonstra, na prática, como a disciplina contribui para a vida escolar e cultural dos alunos.
Medida judicial em andamento
O sindicato também solicitou à sua assessoria jurídica o ingresso de Mandado de Segurança para suspender imediatamente os efeitos da Portaria 046/2025 e do Ofício 042/2025, garantindo:
• a recomposição da matriz curricular conforme a BNCC;
• a manutenção da disciplina de Artes ministrada por profissionais habilitados;
• a anulação de qualquer ato administrativo que reduza sua carga horária ou a substitua por disciplinas não previstas na legislação.




