Nova regra do IR é conquista histórica da classe trabalhadora, destaca CUT-MT


Mudança tributária beneficia 26,6 milhões no país e 58% dos contribuintes em MT, ampliando renda e estimulando consumo.

Publicado: 26/11/2025 18:02 | Última modificação: 26/11/2025 18:02

Escrito por: CUT-MT

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Agora é oficial: trabalhadores que recebem até R$ 5 mil terão isenção integral de Imposto de Renda (IR), isenção gradual na faixa de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00 e maior tributação para quem ganha acima de R$ 50 mil por mês. A lei sancionada nesta quarta-feira (26/11) pelo presidente Lula beneficiará, em Mato Grosso, 58,27% dos contribuintes, conforme dados das declarações realizadas em 2025. Um impacto que atingirá 26,6 milhões de pessoas no país, em 2026.

“Essa é uma data muito importante para os trabalhadores e trabalhadoras, um marco histórico para aqueles que estão pressionados pela gana do capital, pela ausência de recomposição salarial em função da falta de compromisso dos governadores, dos prefeitos e de muitos patrões”, destaca o presidente da CUT-MT, Henrique Lopes.

CUT-MT/Francisco Alves
 Henrique Lopes, presidente da CUT-MT

 

Henrique reforça que a lei é uma conquista importante da classe trabalhadora, fruto da mobilização daqueles que foram para a rua exigir a correção da tabela do imposto de renda e também resultado da escolha política de um projeto de governo minimamente comprometido com o cidadão, e não apenas com as demandas do mercado e do capital financeiro.
Conforme o dirigente, essa legislação é mais uma prova de que os trabalhadores, para avançarem em suas conquistas, precisam estar atentos aos políticos que escolhem para representá-los nos espaços de tomada de decisão.

“A isenção do imposto de renda é um marco importante, porém não suficiente para amenizar as condições dos trabalhadores, até porque essa tabela está congelada já há muito tempo. Temos que lembrar que a última correção foi no governo da presidenta Dilma. Atravessamos um período de retrocesso nos governos posteriores, quando não houve ajuste na tabela. Agora, ele dá um refresco, mas não resolve o problema”, ressalta.

Para o dirigente sindical, a classe trabalhadora precisa continuar avançando: na melhoria do salário mínimo, no fim da escala 6 por 1, na valorização salarial e na melhoria das condições de trabalho tanto na iniciativa privada quanto no serviço público. Às defesas do sindicalista soma-se a necessária mobilização contra a PEC 38 — Reforma Administrativa.

Henrique Lopes destaca que é preciso atenção diante de um Congresso Nacional reacionário, que não está preocupado com o povo e que tem agido somente mediante muita pressão por parte da sociedade. “Hoje é dia de comemorar, afinal, a conquista da isenção do IR dará um refresco no orçamento da classe trabalhadora”, concluiu.