Mobilização em Cuiabá cobra aprovação do fim da escala 6x1 no Senado
Em ato no centro de Cuiabá, manifestantes pedem redução da jornada sem corte de salário e o fim da escala 6x1, em mobilização que reuniu diferentes categorias e centrais sindicais.
Publicado: 01/07/2026 17:25 | Última modificação: 01/07/2026 17:25
Escrito por: Roseli Riechelmann
Sindicalistas e representantes dos movimentos sociais realizaram um ato na Praça Ipiranga, no centro de Cuiabá, ontem, terça-feira (30), durante o Dia Nacional de Mobilização pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário e pelo fim da escala 6x1. A mobilização, convocada pela CUT-MT, centrais sindicais, Federação dos Sindicatos do Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT) e entidades, entre elas o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT). O objetivo foi reforçar a pressão sobre os senadores que devem votar o projeto de lei sobre o tema.
Com cartazes defendendo o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem redução salarial, os manifestantes buscaram dialogar com trabalhadores e pedestres em uma das praças mais movimentadas da capital.
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“O fim da escala 6x1 significa mais tempo com a família, para o lazer e para a vida. Essa é uma luta histórica, assim como foi a do 13º salário. No passado, diziam que essas conquistas quebrariam o país, e isso não aconteceu. Pelo contrário, melhoraram a economia e a vida dos trabalhadores”, afirmou a presidente da CUT-MT e do Sintep-MT, Maria Celma Oliveira.
A presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), Carmem Machado, destacou o caráter social da proposta. “Os trabalhadores merecem descanso, convivência familiar e lazer. Não podemos normalizar tanta injustiça com quem sustenta este país. O que está em debate no Senado é o reconhecimento da dignidade do trabalhador”, disse.
O sindicalista do Sintep-MT e CUT-MT, licenciado Henrique Lopes também participou do ato e criticou argumentos contrários à proposta. Segundo ele, os principais problemas econômicos do país não estão relacionados à redução da jornada de trabalho, mas a políticas de isenção fiscal e à concentração de renda.
“Os que quebram o país são os privilégios fiscais indevidos e a especulação financeira que não gera emprego nem riqueza. Dar mais descanso ao trabalhador não é problema, é justiça social”, afirmou.
A atividade reuniu representantes de partidos políticos, centrais sindicais, movimentos sociais e entidades de direitos humanos.




