Livros registram histórico de resiliência e práticas pedagógicas de educadores na rede pública
As obras abordam a saúde e a humanização do trabalho docente, além de práticas de alfabetização baseadas na BNCC.
Publicado: 21/02/2026 17:27 | Última modificação: 21/02/2026 17:27
Escrito por: Lina Obaid
Na manhã de sábado (21/02), o XIX Congresso Estadual do Sintep-MT abriu espaço para o lançamento de duas obras literárias escritas por professores da rede pública de Mato Grosso. Os conteúdos independentes apresentam dois aspectos da realidade de vida dos profissionais: em um, relatos sobre trajetória de vida; no outro, o registro de práticas pedagógicas no dia a dia da sala de aula.
A professora Monica Strege fez o lançamento da obra “É [sobre] vida”, o terceiro volume da trilogia “É (sobre) vivência” e “É [sobre] viver”, em que relata o processo de adoecimento por câncer, que é o ponto de partida para uma análise sobre a finitude e a rotina dos profissionais da educação.

A autora utiliza o relato de sua jornada para abordar a percepção da vida no ambiente de trabalho, defendendo que a escola pode integrar reflexões sobre a transitoriedade da existência.
“Nós estamos vivendo como se a vida fosse eterna e não estamos pensando na vida como ela realmente é: passageira. E nós nem trabalhamos essa perspectiva em sala de aula”, destaca. Para a professora, a escrita e a arte tornam-se elementos fundamentais nesse percurso, pois, em suas palavras, “a vida por si só não basta”.
Leitura
A busca por formas de expressão fundamenta o trabalho do professor Vagner Braz, que publica o livro “Eu me vejo?”, resultado da vivência em sala de aula com estudantes da educação infantil, no Centro de Educação Infantil Anjo Gabriel, em Lucas do Rio Verde.
O livro “Eu me vejo?” surgiu da observação do entusiasmo dos alunos durante as rodas de leitura e da demanda espontânea pelo desenho. Com base nisso, o docente estruturou um projeto pautado no eixo da oralidade, conforme estabelecido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O professor explica que “a escrita vai vir depois, naturalmente, no processo de alfabetização e de letramento. Por isso, o foco foi preparar e dar uma base boa aos estudantes para todas as outras áreas do saber, por meio da expressão artística”.
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