Grito dos Excluídos reúne movimentos sociais em Cuiabá no dia 7 de setembro


Manifestação popular realizada no Dia da Independência, ocorrerá pela primeira vez no final da tarde, 17h30, devido ao clima quente e seco do período.

Publicado: 04/09/2026 16:21 | Última modificação: 04/09/2026 16:21

Escrito por: Roseli Riechelmann

REPRODUÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) participa de mais uma edição do Grito dos Excluídos, tradicional manifestação popular realizada em vários estados brasileiros. Em Cuiabá, o ato será realizado no dia 7 de setembro, às 17h30, na Praça Ipiranga, na região central da cidade.

Nesta edição, pela primeira vez, o Grito dos Excluídos ocorre em novo horário, assim como o desfile cívico-militar do Dia da Independência. A mudança considera as altas temperaturas registradas na região.

Em sua 32ª edição, o Grito dos Excluídos mantém como eixo a defesa da “Vida em Primeiro Lugar” e traz como lema: “Na Defesa da Terra, da Paz e da Moradia. Erguemos a Voz: Mulheres Vivas e Soberania”.

Direito e Justiça

Realizado desde 1994, o Grito dos Excluídos nasceu como uma manifestação crítica a um sistema econômico que prioriza o lucro e o mercado em detrimento dos direitos humanos. Desde então, diferentes lemas passaram a dialogar com a realidade social e política de cada período.

Neste ano, a mobilização articula pautas comunitárias e questões relacionadas ao cenário geopolítico global. Entre as reivindicações estão a defesa da paz, a reforma agrária, o combate ao déficit habitacional e a defesa da vida das mulheres diante dos índices alarmantes de feminicídio. O movimento também reforça a luta por um Brasil soberano.

Em Cuiabá, a manifestação incorpora ainda a defesa da população LGBTQIAPN+. O ato leva às ruas reivindicações de segmentos da população que enfrentam a negação e a precarização de direitos sociais, especialmente nas áreas de Educação, Saúde e Segurança.

Como uma das entidades apoiadoras do ato, o Sintep-MT participa novamente da mobilização em defesa da democracia e da soberania nacional. Para a entidade, um Brasil soberano deve garantir distribuição de renda, saúde, educação, saneamento básico e condições dignas de vida para a população.

O Grito dos Excluídos é resultado da organização conjunta de entidades e movimentos sociais, entre eles Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Pastoral do Imigrante, Pastoral da Terra, Pastoral Carcerária, Pastoral da Juventude, Cáritas Brasileira, Pastoral da Mulher Marginalizada, paróquias, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Fórum de Direitos Humanos e da Terra, CUT-MT, Pastoral Ecológica e Conselho Nacional do Laicato do Brasil, entre outros.