Greve em Rosário Oeste chega ao terceiro dia e categoria cobra mediação da Câmara


Sem avanço nas negociações com a Prefeitura, trabalhadores da educação buscam apoio dos vereadores para destravar pautas salariais e de carreira.

Publicado: 10/06/2026 18:34 | Última modificação: 10/06/2026 18:34

Escrito por: Roseli Riechelmann

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A subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em Rosário Oeste, realizou, nesta quarta-feira (10/06), uma mobilização em frente à Câmara Municipal, no terceiro dia de greve da categoria. O ato teve como objetivo solicitar a intervenção dos vereadores para viabilizar a retomada das negociações e buscar uma solução para o movimento paredista, diante da falta de iniciativa da Prefeitura.

Conforme a vice-presidente da subsede do Sintep-MT, Edna Aparecida Alves, o prefeito não apresentou uma resposta coerente às reivindicações da categoria. Após reunião realizada no primeiro dia de greve, o encaminhamento foi avançar na implantação do piso de 2025 e, paralelamente, constituir uma comissão com dois representantes do Sintep/Rosário Oeste — um titular e um suplente — para acompanhar os estudos financeiros.

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Ato em frente a Câmara convoca participação dos vereadores na intermediação para o fim da greve

“A Prefeitura divulga na mídia a apresentação de uma proposta que não existe. Não houve proposta, ele apenas argumentou que não pagaria, pois os recursos da educação estão comprometidos. Diante do documento apresentado, a categoria deliberou que permanecerá em greve, aguardando o envio de uma proposta real”, disse a vice-presidente, Edna.

O movimento vem se fortalecendo e já conta com sete das dez unidades totalmente paralisadas. Outras duas funcionam parcialmente — uma creche e uma unidade escolar. Na área urbana, todas as unidades suspenderam as atividades.

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Professores em greve definem encaminhamentos sobre documento entregue pela prefeitura 

As pautas apresentadas ao Executivo municipal são: pagamento do Piso Salarial do Magistério de 2025; recomposição das perdas acumuladas pela ausência de reajustes em 2024 e 2025; implementação da jornada única de 30 horas; pagamento do adicional de um terço de férias aos professores — direito já reconhecido judicialmente e ainda não cumprido pela Prefeitura; implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS); equiparação salarial entre servidores contratados e efetivos; e realização de concurso público.