Fim da escala 6x1 ganha força e CUT-MT chama trabalhadores à mobilização
Com mais de 70% de apoio da população, proposta enfrenta resistência no Congresso e será tema de atos nacionais
Publicado: 31/03/2026 09:26 | Última modificação: 31/03/2026 09:26
Escrito por: CUT-MT
A Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT-MT) alerta a sociedade à mobilização nas ruas e nas redes diante do cenário de contradição sobre o fim da escala 6x1, tema que exige posicionamento dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o país.
Conforme o presidente da CUT-MT, Henrique Lopes, já há uma agenda de mobilização organizada em defesa da pauta. O primeiro grande ato será a Marcha Nacional dos Trabalhadores, marcada para o dia 15 de abril, com participação de diversas centrais sindicais, entre elas a CUT. Em seguida, haverá mobilização no 1º de Maio, poucos dias antes da votação prevista no Congresso.

Henrique Lopes destaca que os argumentos contrários à redução da jornada não são novos. “Já disseram que o décimo terceiro ia quebrar as empresas, que o terço de férias faria o mesmo. Foram os mesmos argumentos usados contra a licença-maternidade e até contra o direito às férias.”Para o dirigente, há uma disputa de interesses. “Aqueles que não têm muita consciência sempre vão bater contra, porque o objetivo de muitos é explorar o trabalhador até a última gota, para manter o acúmulo de capital.”
Qualidade de vida
A CUT defende que a redução da jornada é viável e necessária. A medida pode impulsionar a economia, gerar novos postos de trabalho e melhorar a qualidade de vida da população.
Além disso, a proposta dialoga com as transformações do mundo do trabalho, marcadas pelo avanço tecnológico e pela automação. “A vida não é só trabalho. As pessoas estão com alto índice de adoecimento profissional. A tecnologia precisa servir para melhorar a vida. O trabalhador precisa de tempo para saúde, convivência familiar, religiosidade e outras dimensões da vida”, conclui Henrique Lopes.
O cenário nacional revela que mais de 70% da população é favorável ao fim da escala 6x1. No entanto, mesmo diante dessa realidade, ainda há forte resistência por parte de parlamentares.O projeto que propõe o fim da escala 6x1 irá atingir cerca de 58% dos trabalhadores brasileiros, que trabalham no modelo de 44 horas semanais. Apesar do apoio popular, a proposta enfrenta oposição de setores que alegam possíveis prejuízos às empresas e ameaçam com demissões em massa.




