Falta de vagas em escola de tempo regular preocupa educadores e famílias em Araputanga


Com fechamento de escola, estudantes ficam sem opção fora do tempo integral e entram em lista de espera

Publicado: 01/04/2026 15:24 | Última modificação: 01/04/2026 15:24

Escrito por: Lina Obaid

E.E. Joaquim Augusto da Costa Marques, de ensino em tempo regular, que foi fechada em 2022 pelo Governo do Estado.

A subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em Araputanga, denuncia a situação crítica de pais e responsáveis que não conseguem vaga para seus filhos na rede estadual. Estudantes estão em lista de espera para a E.E. Nossa Senhora de Fátima, hoje a única escola de ensino de tempo regular do município após o fechamento da E.E. Joaquim Augusto da Costa Marques, resultado do “redimensionamento escolar”.

Com o fechamento, restou como alternativa apenas a E.E. João Sato, que funciona em tempo integral, com cerca de nove horas diárias. Para muitas famílias, o modelo não atende à realidade dos estudantes e vem sendo imposto sem considerar as diferentes necessidades pedagógicas e sociais.

A presidenta do Sintep/Araputanga, Suzilei Barbosa da Silva, destaca que o Sindicato alertou sobre o impacto do fechamento da Escola Estadual Costa Marques e realizou mobilizações com a comunidade, Câmara e parlamentares. “Foi uma decisão política, sem diálogo com a população e sem respeito à dimensão pedagógica”, afirmou.

A situação tem gerado indignação entre as famílias, que denunciam a falta de informação e de denúncias no Ministério Público. Conforme notícia divulgada no portal Araputanga News, há relatos de estudantes que não se adaptaram ao ensino integral e seguem sem vaga no ensino de tempo regular, como um aluno que, ao ingressar no 6º ano, não conseguiu se adaptar e permanece aguardando.

Os pais também apontam que o modelo integral de ensino pode limitar o desenvolvimento dos jovens ao impedir participação em atividades no contraturno, como programas de aprendizagem.

O Sintep/Araputanga reforça que o direito à educação pública está sendo comprometido e segue cobrando medidas urgentes do Estado para garantir acesso à escola, respeitando a realidade dos estudantes e a escuta da comunidade.