Escola estadual reformada há menos de um ano já apresenta problemas de infraestrutura
Problemas na Escola Estadual Raimundo Pinheiro expõem contradições entre propaganda do governo e realidade vivida pela comunidade escolar
Publicado: 02/09/2026 17:22 | Última modificação: 02/09/2026 17:22
Escrito por: Roseli Riechelmann
Uma explosão ocorrida ontem (01/09), em um transformador de distribuição de energia localizado em frente à Escola Estadual Raimundo Pinheiro, no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, expõe um novo problema enfrentado para manter o funcionamento da unidade escolar. A escola foi reinaugurada em novembro de 2025, após o Governo de Mato Grosso investir R$ 8,8 milhões em reformas.
A ocorrência agrava outros problemas registrados na escola, que comprometem os dias letivos. Entre eles está a falta de recursos para o conserto das bombas responsáveis pelo abastecimento das caixas d’água. Há cerca de uma semana, as aulas foram suspensas na unidade em razão do problema.
A preocupação relatada ao Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) volta a colocar em xeque o discurso propagado pelo governo estadual sobre os avanços na educação pública. Na avaliação da entidade, a sequência de falhas estruturais revela uma distância entre a propaganda oficial e a realidade encontrada por trabalhadores e estudantes dentro das escolas.
“É importante que os profissionais deem transparência às irregularidades registradas. Infelizmente, ao longo de oito anos de governo, o que mais temos constatado são ataques aos direitos dos educadores, por meio de mecanismos como o fim da gestão democrática, que acabaram por emudecer a categoria e passam a impressão equivocada de que todos estão aprovando o que tem sido feito na educação pública estadual”, afirma o secretário de Infraestrutura Sindical do Sintep-MT e professor aposentado, João Custodio.
Segundo o dirigente, o sindicato reconhece que o Estado dispõe atualmente de um volume significativo de recursos para a educação e que parte desses valores chegou às unidades escolares, inclusive por meio de obras de reforma. O problema, entretanto, está nos critérios utilizados para definir onde e como esses recursos são aplicados.
“Precisamos saber se as escolas que realmente mais precisavam foram contempladas e, principalmente, que tipo de reforma foi realizada”, destaca João Custodio.




