Alucinações, Alzheimer e outros bichos: professora pedagoga, uma intrusa na escola
Vamos conversar sobre a Pedagogia e a professora pedagoga.
Publicado: 28/11/2025 10:31 | Última modificação: 28/11/2025 10:31
Escrito por: Artigo/Cida Cortez
Desde o dia da publicação da portaria de atribuição de cargos e ou aula que deveria orientar o ano letivo de 2026, que venho remoendo o que está na cabeça do engenheiro secretário. São tantos gestores alucinados que é difícil o diagnostico – porém não impossível.
Vamos conversar sobre a Pedagogia e a professora pedagoga.
A pedagogia, consolidada como uma ciência que busca compreender as melhores formas de promover aprendizagens significativas, sempre com o olhar atento às necessidades de cada estudante, no atual governo de Mato grosso é deslegitimada – esvaziada de pedagogias transformadoras, marginalizada e desprezadas as metodologias pedagógicas que promovem a emancipação e protagonismo juvenil.
A professora pedagoga que outrora era motivo de orgulho, sinônimo de vitória pessoal e familiar e representava um compromisso com o saber, de dedicação às crianças e jovens e esperança de transformar vidas por meio do ensino, num governo que privatizou a educação se transformou num ser descartável.
De guardiã da esperança foi transformada em uma intrusa na escola, sem função definida. Relegada cada ano a engenhocas para as quais não foi habilitada. Em um ano é apoio de alguém, noutro ajudante, no ano seguinte PAPE – que em minha casa é forma carinhosa de chamar o pai . E segue os desrespeitos com as pedagogas que são obrigadas a desenvolver atividades estranhas a sua formação e concurso até a sua morte definitiva.
Não tenho notícias se um engenheiro civil pode desenvolver atividades de engenharia elétrica, mecânica ou sanitária. Porém pela portaria, a pedagoga pode ser APA e atuar nos componentes curriculares de Língua Portuguesa e Matemática, ou ainda ser atribuída sua carga horaria no laboratório de letramento de língua portuguesa e matemática e até ser REMIÇAO e ir atuar nas prisões. Aqui não se trata de negar o direito a educação para o reeducando e sim do professor ter que assumir jornada para as quais não foi habilitado.
Assim vamos adoecendo e morrendo. Entre PRA, APA, PAPE, PAED e outras alucinações, vamos remando até maremauro passar. Por enquanto, não há festa de 25 anos a comemorar.
Só Organizar a Resistência e caminhar.
Cida Cortez - TAE, Licenciada em Pedagogia, Especialista em Educação




