Educadores encerram greve após conquista de recomposição parcial de perdas salariais
Trabalhadores da educação municipal de Alto Paraguai conquistam percentual de 3% para o mês de agosto e compromisso de novo percentual para setembro na busca pelo cumprimento da lei do Piso Salarial Nacional
Publicado: 27/07/2026 16:35 | Última modificação: 27/07/2026 16:35
Escrito por: Roseli Riechelmann
Os profissionais da educação da rede municipal de Alto Paraguai encerram a greve de cinco dias úteis (21 a 27 de julho) após a prefeitura sinalizar 3% de recomposição nos salários de agosto para toda a categoria. Em reunião nesta segunda-feira (27/07) entre a subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), no município, e o Executivo, as negociações avançaram para o comprometimento de nova negociação para setembro, além da flexibilização da hora-atividade dos professores.
A presidenta da subsede do Sintep/Alto Paraguai, Márcia Araújo Gomes, destaca que só como mobilização as negociações avançaram. “A conquista é fruto da greve de cinco dias, que só aconteceu pela recusa da prefeitura em negociar. Só proposta coloca fim à greve”, destacou.

A ausência de proposta, ainda no primeiro dia de greve, foi agravada com uma notificação da Justiça, sobre ilegalidade do movimento, que sequer havia começado. A categoria resistiu, na luta pelo cumprimento da legislação federal (11.738/2008), que determina o Piso Salarial Profissional, aos educadores.
Apesar da falta de consenso entre a subsede do Sintep/Alto Paraguai, que representa a categoria, e o executivo, o prefeito Adair José Alves Moreira encaminhou à Câmara de Vereadores um primeiro projeto de lei estabelecendo 2,5% sobre o valor pago, para o mês de outubro. Os profissionais deliberaram em Assembleia permanecer com a greve. A nova proposta negociada nesta segunda-feira, possibilitou finalizar o movimento paredista.
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Conforme Márcia, mesmo não tendo atingido o Piso Salarial Profissional, que chegou em 2026 com defasagem de 37%, os percentuais concedidos ao longo deste ano avança para a recomposição das perdas. Mas a negociação não se encerra a com o novo Projeto de Lei nº 19/2026, à Câmara Municipal. Ela terá que prosseguir ainda em 2026.
“A defasagem ainda persiste e não ficaremos calados apenas com parte da recomposição. O piso salarial é um direito nacional dos educadores e tem que ser cumprindo, principalmente numa situação que constatamos viabilidade financeira, diante de equívocos na folha de pagamento da educação”, concluiu.




