Educadores de Rosário Oeste entram em estado de greve e cobram piso, carreira e concurso
Categoria exige avanço na negociação das pautas reivindicadas desde 2025. Assembleia já aprovou estado de greve na rede municipal.
Publicado: 11/03/2026 17:27 | Última modificação: 11/03/2026 17:27
Escrito por: Roseli Riechelmann
Uma mobilização convocada pela subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em Rosário Oeste, nesta quarta-feira (11/03), reuniu profissionais da educação das escolas municipais, que iniciam Estado de Greve. Juntos, cobraram da prefeitura o ajuste do Piso Salarial conforme a lei federal; o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), em atraso há dois anos; jornada única de trabalho; Plano de Carreira; e concurso público.
A manifestação aconteceu no período da manhã, em frente à Prefeitura e à Secretaria de Educação, onde os profissionais buscavam uma agenda com o prefeito, Mariano Balaban, e o secretário de Educação, Vinícius Martins, na tentativa de consolidar uma mesa de negociação para as pautas protocoladas desde 2025.
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O diretor do Sintep-MT na regional Médio Norte II – Alto Paraguai, Joildo Jovino, informou que a direção da subsede tenta dialogar com a prefeitura desde 2025, quando o atual mandato teve início. Na oportunidade, destacou a dificuldade de audiência tanto com o prefeito quanto com o secretário de Educação, que, segundo ele, raramente estão na cidade.
O presidente da subsede, Moisés de Almeida e Silva, e a vice-presidente, Edna Aparecida Alves Santos, participaram do ato apresentando as pautas de reivindicação protocoladas em 2025 e 2026 e que, até o momento, não foram atendidas.

Conforme Edna Aparecida, é notório para a categoria o descaso e a resistência do gestor em atender o sindicato, bem como as pautas apresentadas. Entre as reivindicações cobradas estão: a implantação do Piso Nacional 2025/2026, somada às diferenças referentes ao atraso de dois anos no repasse; a RGA acumulada de 2024 e 2025; a implementação da jornada única de 30 horas para todos os profissionais; Plano de Carreira; equiparação salarial entre efetivos e contratados; e a realização de concurso público para reduzir os contratos precários na rede municipal.
As cobranças por negociação visam evitar um enfrentamento mais radical, diante da insatisfação da categoria com o desmonte promovido pela atual gestão do prefeito Mariano Balaban.
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Segundo a dirigente Edna Aparecida, a assembleia realizada no dia 5 de março aprovou o estado de greve na rede municipal, na tentativa de buscar o compromisso social e educacional da administração municipal. A expectativa é que as respostas às manifestações sejam rápidas e que uma mesa de negociação seja composta o quanto antes, a fim de reduzir os impactos na vida dos trabalhadores da educação e qualificar os serviços oferecidos aos estudantes.
“Uma posição da prefeitura para o diálogo será bem-vinda. Caso se concretize, significará avanços para a negociação que tramita há pelo menos dois anos no Executivo municipal. É preciso que o prefeito faça a lição de casa e atenda os servidores com as pautas de reivindicação da administração pública”, conclui a dirigente.




