Educadores de Colniza se mobilizam pela derrubada de Projeto que ameaça direitos da categoria
“Novo projeto de Lei encaminhado pela prefeitura à Câmara deverá ser rejeitado por inconstitucionalidade e prejuízos à carreira”, afirma sindicalista
Publicado: 14/05/2026 10:40 | Última modificação: 14/05/2026 10:40
Escrito por: Roseli Riechelmann
Em assembleia geral convocada pela subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, em Colniza (1.065 km de Cuiabá-MT), na segunda-feira, dia 11/05, os profissionais da educação debateram, mais uma vez, sobre o Projeto de Lei do Executivo Municipal, então nº 03/2026. A nova proposta de PL (nº 24/2026) é a terceira edição enviada para a Câmara de Vereadores, mas ainda não pautada para votação. Em todas as proposições reúne uma série de ataques à carreira dos educadores.
A categoria está organizada para acompanhar a votação dessa terceira edição, que tem previsão de ser votada no dia 9 de junho. Contudo, os dirigentes do Sintep/Colniza, junto com os profissionais, se mobilizam para garantir que a nova proposta seja derrubada, por se tratar de um projeto de ataque à legislação e a carreira e aos direitos dos trabalhadores da educação.
Desde março, quando foram diagnosticados os equívocos legislativos no projeto apresentado pelo Executivo Municipal, a direção sindical e o presidente da subsede do Sintep/Colniza, Alexandre de Oliveira Sobrinho, realizaram diversas ações para inviabilizar o projeto.

O presidente da subsede do Sintep/Colniza mobilizou diversas entidades e reuniu vereadores em assembleias do sindicato para esclarecer os prejuízos. A direção sindical reuniu uma série de documento constatando as ilegalidades contidas na proposta do Executivo, inclusive com parecer da assessoria jurídica do Sintep-MT, subsidiando os ofícios encaminhados ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), à Promotoria e também aos vereadores do município, comprovando a inconstitucionalidade do PL.
A assembleia de segunda-feira voltou a reunir parlamentares do município, entre eles o vereador Ailton do Guariba, que manifestou em vídeo, apoio à categoria contra alterações na legislação que comprometam direitos dos educadores. Além dele, já declararam voto contrário ao projeto, o vereador Ezequias Dedé e vereador Tatá.
Alexandre Sobrinho elenca nos pareceres os pontos que atacam a carreira dos educadores da rede municipal. São eles: desvinculação do Piso Salarial Profissional Nacional, desobrigando o gestor a aplicar os reajustes anuais do piso nacional aos professores em exercício — uma violação à Lei Federal nº 11.738/2008.

Outra ilegalidade diagnosticada foi a criação de regimes diferenciados na mesma carreira. No projeto 03/2026, apresentado em março, instituía duas tabelas de progressão: uma para atuais servidores e outra para futuros ingressantes, gerando distorções remuneratórias e passivos trabalhistas, caracterizando potencial lesão ao erário. Além disso, o projeto previa a revogação do indexador da progressão, retirando a segurança jurídica da evolução funcional.
“Os projetos apresentados até então criavam uma nova tabela salarial desconsiderando a carreira inicial do Normal (Ensino Médio).O 03/2026 ainda reduzia de 130% para 30% os valores de progressão do início ao fim da carreira (magistério ao doutorado). A categoria se manterá mobilizada e atenta a qualquer tentativa de desmonte”, concluiu Alexandre Oliveira Sobrinho.




