Educadores de Alto Paraguai entram em estado de greve pelo cumprimento do Piso
Após estudo financeiro apontar viabilidade para o pagamento do Piso Nacional, categoria decide intensificar a mobilização e cobra cumprimento da legislação pelo município.
Publicado: 13/07/2026 16:31 | Última modificação: 13/07/2026 16:31
Escrito por: Lina Obaid
A subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) em Alto Paraguai realizou reunião com os profissionais da educação da rede municipal, para discutir as pautas de reivindicação da categoria e tratar das negociações com a administração municipal.
O encontro, ocorrido na última nesta quinta-feira (9), contou com a participação da presidenta do Sintep-MT, Maria Celma Oliveira, do presidente licenciado, Henrique Lopes e do diretor do Polo Regional Médio Norte II, Joildo Jovino de Oliveira, que acompanharam os debates junto aos educadores.
A presidenta do Sintep-MT, Maria Celma Oliveira, apresentou informes sobre a ação coletiva que trata do pagamento retroativo do adicional de 1/3 de férias referente aos anos anteriores à sentença, atualmente na fase de cálculos individuais. "O sindicato segue acompanhando cada etapa do processo e continuará cobrando que a Prefeitura cumpra a legislação e respeite os direitos dos profissionais da educação", afirmou.
Professor Henrique Lopes apresentou a Oficina de financiamento da educação, junto dos educadores.
Durante a reunião, o diretor do Polo Regional Médio Norte II, Joildo Jovino de Oliveira, chamou atenção para a defasagem salarial enfrentada pelos profissionais da educação de Alto Paraguai. Segundo ele, o estudo das receitas e despesas demonstra que o município tem condições de cumprir o Piso Salarial Nacional. "Hoje o município paga R$ 2.794,54, enquanto o piso corresponde a R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas e R$ 3.847,97 para a jornada proporcional de 30 horas. O que falta é vontade política para corrigir essa defasagem, que coloca Alto Paraguai entre os municípios com menor remuneração da categoria no estado", destacou.
A presidenta da subsede do Sintep em Alto Paraguai, Márcia Araújo Gomes, ressaltou que a categoria permanece em estado de greve diante da falta de cumprimento da Lei do Piso. Ela informou ainda que aguarda o cumprimento da sentença com o pagamento retroativo do adicional de 1/3 de férias conforme decisão judicial.
"Seguimos mobilizados e vamos solicitar uma audiência com o prefeito para discutir as pautas salariais e administrativas. Nossa luta é para garantir o cumprimento do piso e dos direitos dos educadores de Alto Paraguai", concluiu.




