Educadores de Alto Paraguai debatem rumos da greve em assembleia
Categoria discutirá reação às medidas adotadas pelo prefeito, que descartou diálogo sobre a proposta e ameaça cortar salários para tentar conter o movimento grevista.
Publicado: 24/07/2026 15:32 | Última modificação: 24/07/2026 15:32
Escrito por: Roseli Riechelmann
Profissionais da educação da rede municipal de Alto Paraguai (178 km de Cuiabá-MT), entraram em greve há quatro dias, cobrando pagamento do Piso Salarial Profissional. A perda representa cerca de R$ 1 mil em relação ao que estabelece a lei federal (11.738/2008). O movimento iniciado na última terça-feira (21), terá hoje (24) uma Assembleia Geral convocada pela subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).
O objetivo da plenária é discutir a ameaça de corte de ponto anunciada pela Prefeitura e definir novas estratégias de mobilização, diante da judicialização da greve, que foi considerada ilegal, antes mesmo de começar. Entre as pautas está previsto um ato em frente à sede do Executivo municipal na próxima segunda-feira (27).
Saiba mais: Sem proposta da prefeitura, educação de Alto Paraguai inicia greve pelo Piso Salarial
Segundo a presidente da subsede do Sintep em Alto Paraguai, Márcia Araújo Gomes, o prefeito tem recorrido a medidas jurídicas e administrativas para enfraquecer a mobilização dos educadores, mas não para garantir o pagamento do que é um direito legítimo dos profissionais da educação. No último dia 22 de julho, o Executivo encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei sem diálogo com a categoria e o Sindicato, apesar de as negociações ainda estarem em andamento.
A postura é considerada um sinal de descaso pelos trabalhadores. De acordo com o Sindicato, durante reunião realizada no dia 21 de julho, na Prefeitura, com a participação do promotor de Justiça da Comarca de Diamantino, da presidente estadual do Sintep-MT, de dirigentes regionais e de profissionais da educação, o Executivo não apresentou nenhuma proposta para solucionar o impasse.
A principal pauta da assembleia desta sexta-feira será o debate sobre a ameaça de corte de ponto, medida que, segundo o Sindicato, coloca os trabalhadores sob pressão da administração municipal. Os temas também serão apresentados a pais e responsáveis, convidados a participar da reunião.
"É importante que os pais e familiares conheçam a realidade à qual estão submetidos os profissionais da educação", destaca Márcia Araújo.
Segundo o Sintep/Alto Paraguai, cerca de 50% das escolas municipais e uma creche estão com as atividades paralisadas. "Temos a maior parte dos profissionais em contratos precarizados, com remuneração média de um salário mínimo. Muitos apoiam a luta, inclusive pela realização de concurso público, mas temem a perda do salário", afirma a dirigente sindical.




