Educador repudia ataque de vereadora à atividade escolar sobre diversidade cultural
Vereadora classificou atividade escolar como práticas de “magia e ocultismo”, revelando desconhecimento sobre o fato e também preconceito religioso.
Publicado: 13/03/2026 17:41 | Última modificação: 13/03/2026 17:41
Escrito por: Roseli Riechelmann
O presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em Barra do Garças, Gibran Dias, manifestou nas redes sociais a preocupação diante de manifestações preconceituosas e equivocadas proferidas, nesta semana, por uma vereadora do município, que classificou uma atividade cultural escolar como promoção de práticas de "magia e ocultismo".
Diante do posicionamento da vereadora Bianca de Freitas, a uma postagem na rede social, o dirigente estadual e presidente da subsede do Sintep-MT no município, Gibran Dias, manifestou indignação às declarações, que considerou equivocadas, preconceituosas e marcadas por desinformação sobre a finalidade das atividades escolares com dinâmicas de integração e descontração entre estudantes.
O professor esclareceu que o ensino da história inclui formação sobre as culturas afro-brasileira e africana, que integra, inclusive, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e está previsto na Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório esse conteúdo nas escolas brasileiras e, posteriormente, em 2008, a Lei nº 11.645 ampliou a obrigatoriedade, incluindo também o ensino da história e cultura dos povos indígenas.
Gibran destacou que a fala da vereadora, ao associar a atividade cultural à prática de magia e ocultismo, revela preconceito religioso. Apesar disso, lembra que a escola pública é laica.
Para o presidente da subsede do Sintep/Barra do Garças, manifestações como as da vereadora, carregadas de moralismo e preconceito, representam um ataque à democracia e refletem um cenário que volta a ganhar espaço no país.




