Educação em Rondolândia denuncia defasagem salarial e cobra piso nacional
Sindicato busca diálogo com a prefeitura para recompor perdas salariais e cobra respeito à carreira
Publicado: 21/03/2026 18:27 | Última modificação: 21/03/2026 18:27
Escrito por: Roseli Riechelmann
A subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em Rondolândia, denuncia a descumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional, no Município. Os dirigentes cobram diálogo com a prefeitura para o cumprimento da lei 11.738/2008 (Piso Salarial). Atualmente o professor em início de carreira recebe R$ 2.738,41, frente a legislação que estabelece o Piso de R$ 5.130,63.
O presidente da subsede Sintep/Rondolândia, Vanderlino Littig destaca que, entre os oito municípios da regional Noroeste do Sindicato (Aripuanã, Brasnorte, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juína, Juruena e Rondolândia), Rondolândia paga o pior salário aos profissionais da educação municipal. Nem mesmo o professor graduado da rede municipal recebe piso, o salário bruto é de R$ 3.615,85.
Conforme Vanderlino são vários anos de arrocho e descompromisso com a valorização dos educadores. Segundo o dirigente, sequer o valor proporcional do piso é pago, levando em conta que a Lei do Piso Nacional (Lei nº 11.738/2008) estabelece jornada de até 40 horas, enquanto no município os profissionais cumprem 30 horas.
Ao longo dos últimos cinco anos (2020 e 2025), a prefeitura não repassa a correção do Piso Salarial Nacional. Conforme o dirigente, o município tem feito a recomposição da Revisão Geral Anual (RGA), conforme critério da administração. “A RGA de 2020, 2021, pagou acumulado em 2022. Voltou a pagar a Revisão Geral Anual (RGA) em 2025, somando os débitos de 2022, 2023 e 2024, porém sem correção retroativa”, relata o dirigente.
A subsede busca a negociação para resgatar a valorização dos trabalhadores da educação. “Este ano, encaminhei ofício com a pauta de reivindicações e conversei com a presidente da Câmara de Vereadores, Adriana Oliveira Barroso, para intermediar a negociação com o prefeito sobre recomposição e outras pautas. Mas ainda sem retorno”, conclui Vanderlino.




