Educação de MT reforça luta por direitos na Marcha Nacional da Classe Trabalhadora


Profissionais da educação de Mato Grosso se unem a trabalhadores de todo o país em defesa de direitos, valorização salarial e melhores condições de trabalho.

Publicado: 14/04/2026 17:39 | Última modificação: 14/04/2026 17:39

Escrito por: Roseli Riechelmann

Sintep-MT/ Francisco Alves
Represetantes do Sintep-MT rumo a Brasília para a Marcha Nacional da Classe Trabalhadora

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) segue para Brasília para participar, nesta quarta-feira (15), da Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Profissionais da educação ocupam um dos quatro ônibus que saíram de Cuiabá, nesta terça-feira (14), em defesa de direitos históricos.

Ao lado de outras categorias, movimentos sociais e centrais sindicais, os participantes marcham pela redução da jornada sem redução de salários, pelo fim da escala 6x1, contra a precarização do trabalho, pela regulamentação do trabalho por aplicativos, contra o feminicídio e em defesa da educação pública, entre as mais de 60 pautas apresentadas.

Sintep-MT/Francisco Alves
Educadores de várias regiões do estado representarão a categoria em Brasília

As reivindicações serão debatidas no Conclat 2026 – Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, que antecede a caminhada até a Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, será entregue um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

“É de fundamental importância a participação do Sintep-MT e da CUT-MT nesta Marcha, somando-se aos demais trabalhadores do país para cobrar pautas como o fortalecimento das entidades sindicais, a regulamentação da Convenção 151, o fim do confisco das aposentadorias, o fim da jornada 6x1 sem redução de salários, o combate ao feminicídio e a regulamentação do trabalho por aplicativo. São muitas pautas representadas pelos companheiros que participam da mobilização”, destaca a presidente interina do Sintep-MT e da CUT-MT, María Celma Oliveira.

O presidente licenciado do Sintep-MT e da CUT-MT, professor Henrique Lopes, acompanha a mobilização e lembra que, na marcha de 2022, cerca de 70% das pautas, como a redução do imposto de renda e a valorização do salário mínimo, foram atendidas.

“Desta vez, apresentamos novas demandas, como a continuidade da valorização do salário mínimo acima da inflação, o enfrentamento ao feminicídio e a oposição à reforma administrativa que retira direitos. Trabalhadores de todo o país voltam às ruas de forma unificada, em busca de melhores condições de vida e trabalho.”

Sintep-MT/Francisco Alves
Trabalhadores da educação e de diferentes ramos se mobilizam em torno de pautas comuns

A educadora Luciana João de Macedo, de Porto dos Gaúchos (MT), reforça a importância da mobilização. “Precisamos enfrentar retrocessos, especialmente na educação. Só a mobilização impede a perda de direitos. Em Porto, conseguimos reverter perdas que duravam mais de dez anos.”

Adriana da Silva Barros, de Santa Rita do Trivelato, participa pela primeira vez de um ato nacional e destaca a troca de experiências. “Precisamos lutar por melhores condições de trabalho e valorização”, afirma.

Veterana nas lutas da educação, a professora aposentada Maria Antônia Martins, de Cuiabá, ressalta a relevância das pautas, especialmente para as mulheres, maioria na área. “As pautas mudam, mas não diminuem. Nada foi conquistado sem luta. Precisamos continuar”, defende.