Deputados federais de MT protegem bilionários e prejudicam o povo
Sem a taxação de bancos, jogos de azar e bilionários o país vai perder R$ 31 bilhões em arrecadação. Valor que seria investido em saúde e educação e programas sociais
Publicado: 10/10/2025 16:31 | Última modificação: 10/10/2025 16:31
Escrito por: Roseli Riechelmann
Mais uma vez, os parlamentares mato-grossenses Rodrigo da Zaelli (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Coronel Fernanda (PL) e Coronel Assis (União Brasil) usam o mandato para beneficiar interesses que não são os da maioria do povo mato-grossense, aponta o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).
A Medida Provisória nº 1.303, que aumentaria a cobrança de impostos de bancos, bets e bilionários, colocando mais recursos nos cofres públicos para investimentos nas áreas sociais, na Educação e Saúde, ficou distante de ser realidade. A retirada da votação da MP da pauta, na Câmara Federal, no último 7 de outubro, inviabilizou a busca por justiça tributária, com incremento das receitas inclusive para gerar emprego e renda para a pipulação.
A prática de votarem contra o povo brasileiro repete o ocorrido na ocasião da PEC da Impunidade, quando os mesmos deputados foram favoráveis à blindagem de parlamentares denunciados por suspeita de crimes.
Para o presidente do Sintep-MT, professor Henrique Lopes, a Câmara dos Deputados utiliza a própria população para poder tomar medidas contra ela, porque é óbvio que todas as vezes que se fala de aumento de carga tributária, isso causa repulsa na sociedade.
“O problema do Brasil é que quem paga mais imposto é o pobre. A grande carga tributária está sobre eles, porque o maior percentual de tributo incide sobre consumo. Como o que o pobre ganha, mal dá para poder consumir, é ele que sente todo o peso dos impostos.Taxar os super-ricos, isentar imposto de renda, a ideia de taxar as grandes fortunas, seria algo na linha de uma justiça tributária”, destaca Henrique Lopes.
Henrique ressalta que é evidente o impacto na educação, mas a ausência da taxação dos bilionários e da bets influenciam as políticas públicas como um todo, principalmente aquelas que precisam da proteção do Estado. Para o dirigente, o recuo da MT 1303, é simplesmente o congresso dizendo que ele quer, sim, proteção do super-rico, das fintechs, bets. “É lamentável que a decisão não seja uma medida pensando em estruturação, pensando em política, pensando em bem-estar da sociedade, mas sim é uma disputa meramente de interesses de grupos”, afirma.
Para o Sintep-MT, a manobra feita por esse conjunto de deputados é uma maldade contra a população brasileira. “A maioria da população paga 27,5% de impostos, e esses deputados estão impedindo que os bilionários, bancos que ganham milhões em operações financeiras, e até mesmo os jogos de azar, que fazem fortunas para os operadores, sejam taxados em 12%. Na prática, os votos contrários atingiram a população brasileira, que será penalizada com o corte das políticas sociais”, conclui.




