Delegação do Sintep-MT e CUT-MT segue para Brasília para a 2ª Marcha por Reparação e Bem Viver


Cerca de 60 mulheres sindicalistas e ativistas de Mato Grosso participam da mobilização nacional que acontece em Brasília, amanhã, 25/11.

Publicado: 24/11/2025 15:01 | Última modificação: 24/11/2025 15:01

Escrito por: Roseli Riechelmann

Sintep-MT/Jadson Oliveira
Delegação do Sintep-MT/CUT-MT participam com delegação de 60 pessoas

Um ônibus com a delegação do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) e da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT-MT) saiu, nesta segunda-feira (24/11), rumo a Brasília, para participar, com mulheres de todos os estados brasileiros, da 2ª Marcha de Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver.

Após serem recepcionadas com café da manhã, cerca de 60 mulheres sindicalistas, militantes, integrantes de organizações, grupos comunitários ou ativistas independentes, partiram para integrar a 2ª Marcha, que acontece em Brasília neste 25 de novembro.

A categoria da educação marca presença fortalecendo as pautas estaduais na luta coletiva contra o feminicídio, a violência doméstica, o racismo, o sexismo e todo e qualquer tipo de violência, exigindo Reparação e Bem Viver.

Sintep-MT/Francisco Alves
Vice-presidente do Sintep-MT, María Celma Oliveirah, integra a delegação de MT para a 2ª Marcha de Mulheres Negras 

Reparação

Conforme destaca a vice-presidente do Sintep-MT, María Celma Oliveirah, Mato Grosso é um estado que demanda políticas efetivas de combate à violência contra as mulheres. “Pelo segundo ano consecutivo, ocupa o primeiro lugar em feminicídio. Um estado que mata muitas mulheres pelo simples fato de serem mulheres”, ressalta.

Um cenário de violência que vitima mulheres e é ainda mais violento às mulheres negras. A luta é por reparação diante de um contexto histórico que, desde o período da escravidão e pós-escravidão não teve uma política de reparação.

“As mulheres negras são aquelas que estão na informalidade, que recebem os piores salários, que morrem nas filas esperando uma assistência médica. É aquela que não tem o reconhecimento da sociedade pelo trabalho que desenvolve, pelo cuidado com a família e com as pessoas que estão no seu entorno. Então é necessário que a gente vá à luta para defender as pautas de todas nós, mulheres negras, e fortalecer esse movimento em defesa das nossas vidas”, afirma María Celma.

Ato histórico

O ato em Brasília ocorre dez anos após a primeira Marcha, que reuniu mais de 100 mil mulheres negras do Brasil em 2015, no enfrentamento contra o racismo, a violência e pelo Bem Viver. Em 2025, a luta será por reparação e Bem Viver.