CUT-MT e SINTEP-MT participam de ato de servidores da Funai-MT que lutam por Justiça


O assassinato do indigenista Bruno e do jornalista inglês, Dom Philips, intensificou a urgência de ações que inibam a contravenção nas terras indígenas e políticas para defesa dos povos indígenas, atualmente negligenciados no governo federal.

Publicado: 23/06/2022 17:07 | Última modificação: // :

Escrito por: Assessoria/Sintep-MT

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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) participou do ato simbólico nesta quinta-feira (23/06) na sede da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Mato Grosso. A manifestação convocada nacionalmente pelos sindicatos que representam os servidores da Funai, teve a participação e o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O objetivo foi de exigir aprofundamento das investigações, para se chegar aos verdadeiros mandantes do crime que tirou a vida do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.

A presidenta da CUT-MT e dirigente do Sintep-MT, Maria Celma Oliveira compareceu ao manifesto para reafirmar o apoio estadual, pelas entidades representadas. Também compareceu ao ato professor Henrique Lopes que está licenciado do cargo de presidente da CUT para manifestar sua indignação e apoiar o movimento por justiça. A manifestação destacou ainda, o descaso do governo federal, que promove na Funai e em todas as instituições federais uma política de destruição. 

“Exigimos Justiça e, para isso, a CUT nacional e as demais entidades a ela filiadas cobram dos órgãos competentes e da Justiça Federal para que se investigue e puna devidamente todos os envolvidos, e que estes sejam responsabilizados por esse crime bárbaro”, afirmou Maria Celma.

Segundo a sindicalista, o cenário é de medo. Em Mato Grosso a sede da Funai está com militares da guarda nacional em frente ao prédio da entidade para dar segurança aos servidores, que estão sendo ameaçados. “Participamos do ato em apoio e solidariedade também a todos os funcionários”, disse.

Em comunicado, assinado pelas entidades - INA, ANSEF, CONDSEF - que representam os servidores da Funai, destacam que não irão descansar “um minuto” até que seja finalizada a gestão Marcelo Xavier, presidente da Funai.  O protesto contra o presidente da entidade, que mobiliza uma greve nacional, se deve “às práticas demonstradas de falta de qualidade mínima para gerir a política indigenista”, afirma o documento. 

“Queremos uma Funai indigenista e para os povos indígenas, JÁ! Demarcação das terras indígenas! Não ao "marco temporal"! Queremos ser recebidos pelo Ministro da Justiça para apresentar nossas reivindicações!”, cobram.