CUT-MT destaca mulheres na política e combate à violência na programação do 8 de Março


Mobilização cobra políticas públicas eficazes, mais representação feminina na política e justiça no mundo do trabalho.

Publicado: 03/03/2026 16:24 | Última modificação: 03/03/2026 16:24

Escrito por: Roseli Riechelmann

Reprodução
Mais mulheres progressistas na política e mais política para mulheres é a defesa recorrente da luta feminista

A Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT-MT) e seus sindicatos filiados, entre os quais o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep-MT), realizam, nos dias 7 e 8 de março de 2026, programação referente a Dia Internacional da Mulher. Na agenda palestra e Ato Público, em Cuiabá, com o tema “Pelo Direito à Vida das Mulheres, maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6 x 1”.

A ação começa no sábado, dia 7 de março, das 14h às 18h, na sede da CUT-MT – São Benedito, 874 - bairro Areão –, com a palestra “A importância das Mulheres na Política”, ministrada pela advogada popular feminista Priscila Stella, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). No domingo, 8 de março, “Dia Internacional da Mulher”, prossegue com um Ato Público a partir das 7h45, com concentração no Espaço Cultural do CPA II – Rua Bahia, ao lado do estacionamento do Supermercado Pan Box.

SINTEP-MT
O feminicídio exige luta coletiva pelo direito à vida das mulheres e ação efetiva  com políticas públicas contra a misoginia e violência.

A CUT-MT reforçará a defesa pelo fim da barbárie que vitima mulheres. Estão na defesa prioritária da CUT-MT as lutas por mais Mulheres na Política; fim da Escala 6x1 e Justiça no Mundo do Trabalho; além da Soberania dos Povos. 

O cenário nacional fechou 2025 com cerca de 1.470 feminicídios - média de quatro mulheres assassinadas por dia. Mato Grosso tem grande contribuição para esses índices, já que o estado foi campeão de feminicídios por dois anos consecutivos (2024 e 2025). Essa realidade nefasta exige ações eficientes do poder público e um plano que traga políticas públicas efetivas que coíbam os diferentes tipos de violência contra as mulheres e combata o feminicídio, recorde no estado.

A programação da CUT-MT destaca a importância de as mulheres terem voz e vez nos espaços de decisão e poder. “A reflexão é necessária ao fortalecimento e à importância das mulheres na política. A defesa dos direitos das mulheres, da autonomia sobre seus corpos e da consolidação da democracia deve ser construída de forma coletiva para um futuro mais justo e igualitário”, destaca a secretária de Mulheres da CUT-MT, dirigente do Sintep-MT e membro do Coletivo de Mulheres do Sindicato, Angelina Costa.

O ato público do dia 8 quer despertar a população também para a cobrança de medidas estruturais. A impunidade e a desigualdade econômica dificultam o enfrentamento da violência, e o assédio moral e sexual no trabalho empurra muitas mulheres para o adoecimento ou para o desemprego.

A política nacional da CUT quer mudanças dessa realidade, onde uma em cada quatro mulheres é vítima de feminicídio, exige ir além dos registros. Para isso, a luta pela integração de ações deve mobilizar a sociedade para que as políticas promovam a prevenção, o debate sobre justiça de gênero, a valorização das mulheres, o direito a uma vida sem violência e a punição aos agressores.

Recentemente, a CUT participou do lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para integrar ações de prevenção, proteção e responsabilização. A central afirma que acompanhará a implementação das medidas para garantir que tenham efetividade concreta na vida das mulheres. (com informações da CUT Brasil)