CUT e movimentos sociais convocam mobilização nacional pelo fim da escala 6x1


Mobilização, que começa nesta sexta (20), faz parte da jornada de luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada. Atividade inclui panfletagens, faixas e ações de ruas simbólicas pelo país

Publicado: 19/03/2026 15:19 | Última modificação: 19/03/2026 15:19

Escrito por: CUT/Walber Pinto

Reprodução

A CUT, sindicatos e movimentos sociais, além de organizações populares, convocam a sociedade civil para participar do Dia de Mobilização Nacional, nesta sexta-feira (20), pelo fim da escala 6x1 e em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salários. A atividade, que inclui panfletagens, faixas e ações de ruas simbólicas em diversas cidades do país está sendo organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT)

A mobilização foi definida em uma plenária dos movimentos, nesta terça-feira (17), como o início de Jornada de Lutas permanente em torno dessas pautas. A pauta, histórica da CUT, integra uma campanha nacional em defesa do fim da escala 6x1 e a redução da jornada que vem ganhando força na sociedade. A proposta conta com apoio do governo do presidente Lula e pode ser votada no Congresso Nacional já em maio.

Segundo pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo (15), 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1, índice que representa crescimento em relação ao final de 2024.

Agenda de luta
A jornada de lutas também integra a construção da Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para 15 de abril, em Brasília, e também se articula com as mobilizações do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

A marcha terá como principais bandeiras a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, reforçando a pressão social para que as propostas avancem no Congresso Nacional.

Plenária de organização
O encontro foi convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além do Fórum das Centrais Sindicais e do Movimento VAT.

Durante o encontro, as organizações destacaram a importância da unidade nacional e da articulação nos estados para fortalecer a mobilização e ampliar o diálogo com a população.

Entre as deliberações, está a realização de um dia nacional de agitação e mobilização em 20 de março, com panfletagens, faixas e ações simbólicas em diversas cidades do país.

Impacto positivo na economia
A redução da jornada de 44 para 36 horas poderá criar até 4,5 milhões de empregos e aumentar a produtividade em cerca de 4%, o que contradiz os críticos da proposta, segundo pesquisa do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), do Instituto de Economia da Unicamp.

O estudo, realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores do país cumprem jornada superior às 44 horas semanais previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Saiba Mais
Proposta defendida pela CUT, fim da escala 6x1 tem apoio de 71% da população

A pesquisa revela ainda que 76,3% das pessoas ocupadas no Brasil têm jornadas superiores a 40 horas semanais, sendo que 58,7% dos empregados trabalham entre 40 e 44 horas por semana.

Para a economista Marilane Teixeira, esses dados indicam que o brasileiro está entre os que mais trabalham no mundo e que a redução da jornada pode ter efeitos positivos para o conjunto da economia.

Mais informações sobre os atos serão divulgadas posteriormente*