Conselho de Representantes do Sintep-MT encerra debates e define agenda para 2026
Encontro reuniu representantes de 76 municípios e aprovou calendário de ações para o próximo ano, destacando desafios e a continuidade da luta pela educação pública.
Publicado: 23/11/2025 16:34 | Última modificação: 23/11/2025 16:34
Escrito por: Roseli Riechelmann
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) encerra dois dias de debates do último Conselho de Representantes em 2025, sábado e domingo (22 e 23/11), reunindo representação de 76 municípios das 15 regionais do sindicato no estado. Os trabalhos foram concluídos apontando a organização da luta para 2026.
Na agenda marcada para o início do ano estão o Encontro Estadual de Aposentados, o XIX Congresso Estadual de Educação do Sintep-MT, além da participação da delegação eleita em Assembleia Geral, realizada após o término do Conselho, para o 35º Congresso de Educação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

“Os trabalhos foram concluídos com a marca da categoria de nunca desistir e sempre acreditar que é possível mudanças, apesar dos políticos que ocupam temporariamente as prefeituras, Câmara de Vereadores, Congresso Nacional ou Palácio do Governo do Estado”, destacou o presidente da entidade, Henrique Lopes.

Conforme o dirigente, mesmo que em 2025 não se tenha avançado como almejado, se tem sempre o lado positivo, que é de muita luta e persistência, características da categoria. Os impasses são os registrados diante da agenda de desmonte da educação implementada pelo governo do estado com ausência de recomposição salarial; negação do diálogo com o sindicato; ausência da gestão democrática nas escolas; entendimento de que a escola militarizada resolve o problema da violência na escola; além de manter projetos que maquiam os resultados educacionais no estado de Mato Grosso.

Esses temas que atualmente impactam a carreira e o cotidiano da escola estiveram em debate. Nos relatos dos representantes das subsedes, foram destaque o processo de atribuição de classe/aula, que já apresenta problemas na rede estadual. Muitos resultantes de alterações promovidas nas legislações e defesas históricas da luta sindical, como a jornada de trabalho, atribuição de aulas complementares, ausência de Concurso para atender a demanda das escolas, bem como a política de remoção de profissionais.
Nos municípios, o desrespeito aos Planos de Cargos, Carreiras e Salários, o processo de terceirização profissional e o não cumprimento do Piso Salarial Profissional, em muitas das redes, exigirão enfrentamento já no começo de 2026, quando ocorre a reajuste do piso salarial nacional dos profissionais da educação.

Para Henrique Lopes, os dois dias de debates são concluídos com a certeza de que amanhã sempre haverá um novo dia, porque os governantes estão de plantão na gestão, enquanto os trabalhadores da educação pública são permanentes. “Resistência é a nossa marca”, conclui o presidente.




