Congresso do Sintep-MT define rumos da luta educacional para os próximos três anos
Categoria reafirma defesa da educação pública e aprova posicionamentos políticos e institucionais em assembleia final.
Publicado: 23/02/2026 17:44 | Última modificação: 23/02/2026 17:44
Escrito por: Roseli Riechelmann
O XIX Congresso Estadual do Sintep-MT terminou na tarde de domingo (22/02), com a Assembleia Estatutária, responsável por ajustes no Estatuto da entidade. No decorrer dos quatro dias (19 a 22/02) cerca de 700 profissionais da educação pública do estado – delegados representantes da rede estadual e das redes municipais –, participaram de debates que defenderam a concepção de educação desejada, tendo como referência o Plano Nacional de Educação (PNE).
.jpg)
“O XIX Congresso reafirma a continuidade da luta coletiva e a sequência do trabalho em defesa da profissão e da educação. Nada do que construímos seria possível sem a dedicação, a unidade e o compromisso coletivo que marcaram todos os debates e cada encaminhamento”, ressaltou Guelda Andrade, coordenadora geral do Congresso e secretária de Políticas Educacional do Sintep-MT e da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), no encerramento.
Norteado pelo tema central “PNE: Ressignificar o acesso à educação como direito humano”, o Congresso apresentou painéis, em que os expositores dialogaram sobre o acesso à educação como direito humano, democracia, meio ambiente e sustentabilidade. A privatização, que está desqualificando e desumanizando a educação pública, também foi debatida, e ainda foi feita uma explanação sobre movimento sindical e os desafios da tecnologia no mundo do trabalho.
Financiamento
O Plano Nacional de Educação foi destaque, por ser fundamental para garantir o financiamento da educação pública ou o mínimo de financiamento para assegurar os 10% do PIB – Produto Interno Bruto. “O investimento é fundamental para valorização profissional, infraestrutura da escola pública, condições de trabalho, para que, de fato, a gente atinja essa qualidade tão sonhada”, ressaltou a coordenadora.

O presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, destacou a importância desse momento de debates para o alinhamento dos anseios coletivos dos educadores em defesa da Educação Pública de qualidade e socialmente referenciada. Uma modalidade que atende 85% das matrículas dos estudantes do país.
“Finalizamos reafirmando que escola pública é lugar de professor e trabalhadores da educação, um espaço de produção de conhecimento e saberes, de gestão democrática, e deve ser feita por aqueles que se preparam para essa atividade. Saímos de um congresso bastante revigorados, com questões balizadas sobre o futuro de nossas lutas nos próximos três anos aqui no estado de Mato Grosso, para que a gente consiga continuar fazendo uma educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada para os filhos da classe trabalhadora”, ressaltou Henrique Lopes.
Luta coletiva
Guelda Andrade encerrou as atividades congressuais lembrando que foram seis meses de execução de uma tarefa construída nos debates de base, nas etapas municipais e regionais, apontando, por meio da construção coletiva, os anseios dos educadores e os caminhos para buscar solucionar os desafios.
O Congresso reafirmou a continuidade da luta coletiva e a sequência do trabalho em defesa da profissão e da educação. “Nada do que construímos seria possível sem a dedicação, a unidade e o compromisso coletivo que marcaram todos os debates e cada encaminhamento”, ressaltou Guelda Andrade.
A assembleia aprovou oito Moções de Repúdio, duas Moções de Apoio e uma Moção de Aplauso. Mecanismo de manifestação que reforça o compromisso da entidade com a solidariedade e a resistência aos retrocessos.
Moções
Moção de Aplauso à professora Mônica Strege, educadora, militante e símbolo de resistência. Mônica construiu sua trajetória na defesa intransigente da escola pública, gratuita, laica e socialmente referenciada. Mesmo diante das limitações impostas pelo câncer, se mantém ativa, escrevendo, dialogando, inspirando e reafirmando que viver é um ato de resistência cotidiana.

Moção de Repúdio à Política de Militarização das Escolas; Moção de Repúdio à Política Imperialista do Governo Donald Trump; Moção de Repúdio à Reforma Administrativa; Moção de Repúdio à Política de Mercantilização e Privatização da Educação; Moção de Repúdio ao Confisco dos Proventos dos Aposentados e Aposentadas; Moção de Repúdio ao Governador Mauro Mendes pelo Endividamento dos Servidores Públicos; Moção de Repúdio ao Governador Mauro Mendes por atacar a liberdade de Organização Sindical; Moção de Repúdio ao Desmonte da Carreira dos Profissionais da Educação de Mato Grosso.
Moções de Apoio ao Fórum Nacional de Valorização dos Profissionais da Educação; e Moção de Apoio à Atuação das Instituições de Controle e Fiscalização na Investigação da OI envolvendo o governador.
Confira aqui as fotos do evento




