Congresso do Sintep-MT alia debate político educacional e valorização cultural


Durante quatro dias, evento reuniu profissionais da educação e destacou a importância da cultura como instrumento de formação e transformação social.

Publicado: 22/02/2026 14:34 | Última modificação: 22/02/2026 14:34

Escrito por: Roseli Riechelmann

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Atividades culturais diversas promovem alegria e formação, de forma lúdica, ao participantes do XIX Congresso Estadual do Sintep-MT

Durante quatro dias – de 19 a 22 de fevereiro –, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) reuniu profissionais da educação pública do estado, dos 15 polos regionais e dos 142 municípios no XIX Congresso Estadual do Sintep-MT. Na oportunidade puderam desfrutar de pílulas culturais, com diversas apresentações de grupos folclóricos, músicos independentes e da produção, talento e arte de estudantes da escola pública.

“Temos sempre a preocupação de trazer novos talentos, o protagonismo dos nossos estudantes da escola pública para participar dessa interação entre o chão da escola e as nossas deliberações sindicais”, destacou a secretária de Cultura do Sintep-MT, Lucineia Goveia.

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Lucineia Goveia, secretária de Cultura do Sintep-MT

Conforme a dirigente, a repercussão tem sido muito positiva, confirmando que fazer educação com qualidade precisa de incentivo cultural e do protagonismo dos estudantes. A educação deve ser integrada, trazendo, além do conhecimento, diversão e arte.

A abertura das atividades culturais aconteceu com o grupo de dança Flor Ribeirinha, com uma dose da cultura regional que já rompeu os limites geográficos. O grupo, premiado em palcos nacionais e internacionais, na Polônia, Coreia do Sul, Turquia e Bulgária, trouxe para o Congresso a beleza do Siriri e do Cururu cuiabanos.

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Grupo Flôr Ribeirinha, São Gonçalo Beira Rio

Além das danças e da música, o Congresso trouxe, de forma bem-humorada, a crítica às políticas educacionais. No intervalo dos debates, subiu ao palco a convidada especial: professora Geisa – personagem do humorista Eduardo Butakka. As piadas renderam muitas gargalhadas da plateia diante das críticas sobre os desafios do chão da escola. No extenso repertório, não faltaram observações ácidas sobre o “abismo” na gestão de Cuiabá e alfinetadas ao governo estadual, destacando as Escolas Cívico-Militares, o desrespeito à carreira dos funcionários e o calote na RGA.

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Eduardo Butakka - professora Geisa

No contexto de integração- profissionais e estudantes - o maestro e professor Odenil Seba, da Escola Estadual José Leite de Moraes, de Várzea Grande, apresentou atividades desenvolvidas na escola onde a música é instrumento de transformação. “É um instrumento auxiliar na prática pedagógica e no ensino”, afirmou Seba.

O grupo cultural realizou duas apresentações. O primeiro espetáculo foi com a orquestra de violinos, reunindo 16 integrantes, estudantes do 7º, 8º e 9º anos da escola. No repertório, clássicos do pop internacional e músicas regionais animaram a plateia, promovendo momentos de recreação antes do início dos trabalhos.

 

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Dois momentos do grupo de estudantes da EE José Leite de Moraes, em Várzea Grande

Um segundo momento ocorreu com o coral Vésper, que trouxe a voz de 40 meninas, estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Com coreografias ao ritmo das canções apresnetou um repertório, com músicas dos anos 60 e 70, incluindo uma canção autoral do maestro Odenil, que fez “um limpa-banco” e animou o público ao enaltecer todas as regiões do país.

Durante os quatro dias de evento, a plateia conheceu também Gabriel Amadeu, cantor e compositor de modão de viola e sertanejo universitário. O repertório musical alcançou até mesmo as refeições, que foram feitas num ambiente aconchegante, ao som de tradicionais clássicos da MPB, cantados e tocados por músicos locais: Jamaica e Waguinho, Raul Fortes e Camerata, Uba Meireles, contando, por vezes, com outros músicos convidados.

Cantor e compositor sertanejo Gabriel Amadeu