Comunidade escolar aguarda conclusão de obras em Santa Cruz do Xingu


Prédio em condições precárias, ao lado de obra inacabada, são heranças históricas do descompromisso com a qualidade da educação

Publicado: 29/11/2021 11:29 | Última modificação: // :

Escrito por: Assessoria/Sintep-MT

Sintep-MT
Realidade das escolas públicas de Mato Grosso revelam a prioridade dos governo com educação - escola de campo no assentamento P.A Brasi Paiva

Os problemas na rede elétrica colocam sob risco de incêndio o prédio da escola de madeira, no assentamento P.A Brasi Paiva, no município de Santa Cruz do Xingu (1.086 km da capital). Os problemas estruturais da Escola surpreenderam mais uma vez o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, em visita à unidade, durante agenda de trabalho, no município. 

“É revoltante o descaso dos governos com a Educação Pública, surpreende inclusive o discurso do governador Mauro Mendes sobre falta de qualidade na educação. É um total desconhecimento da realidade da educação no estado”, manifesta-se indignado.

Segundo Valdeir, o prédio entregue pela prefeitura em 2006, já foi construído no modelo do século passado, e enfrenta, após 15 anos, todos os impactos do tempo, na estrutura física incluindo no acesso às tecnologias. “Se temos problemas de investimentos em equipamentos e tecnologias nos grandes centros, o que dirá nessa região, onde sequer a energia elétrica tem sido oferecida de maneira adequada”, afirma. 

A visita à unidade do campo constatou condições de trabalho precário desde o acesso pelas estradas até a unidade, as salas de aula, e principalmente, no período noturno. “Das cinco lâmpadas da sala apenas uma acende, devido ao comprometimento da rede elétrica'', relatou.

A unidade teve obras iniciadas em 2017 e até hoje aguarda conclusão. A nova gestão municipal, assumiu a prefeitura em 2020, corre atrás, mas a ação do tempo e a burocracia estão mais adiantadas.  Na frente do prédio, as placas da empresa compõem um triste quadro de degradação que foi deixado para trás, com parte das novas salas construídas e inacabadas. Enquanto isso, os profissionais atuam em condições arriscadas, com estudantes e toda a comunidade escolar ameaçados de ter o teto desabando ou um incêndio, dada a precariedade estrutural da escola.

O prédio, que reúne salas anexas de unidades da rede municipal e rede estadual, oferta matrículas da Educação Infantil ao Ensino Médio, algumas etapas com salas multisseriadas. O espaço integra a unidade municipal Riciere Berte, e no período noturno, os estudantes da Educação de Jovens e Adultos e do Ensino Médio, da Escola Estadual Santa Cruz do Xingu, instalada no centro da cidade, há 34 km de distância. 

Confira vídeo sobre situação da escola