CNTE lança Caderno de Resoluções do 35º Congresso dos Trabalhadores em Educação


Documento orienta a atuação política, sindical e educacional da Confederação para os próximos quatro anos

Publicado: 05/01/2026 12:17 | Última modificação: 05/01/2026 12:17

Escrito por: Redação/CNTE

CNTE

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou o Caderno de Resoluções do 35º Congresso Nacional dos Trabalhadores em Educação, documento que sistematiza as deliberações políticas, sindicais e educacionais que orientarão a atuação da entidade e de seus sindicatos filiados nos próximos quatro anos. O evento ocorrerá de 15 a 18 de janeiro, em Brasília no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Construído a partir das contribuições de diferentes correntes e coletivos que integram a CNTE, o caderno expressa a pluralidade política da entidade e reafirma seu compromisso histórico com a defesa da educação pública, gratuita, democrática, laica, desmilitarizada e de qualidade social, além da valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores em educação.

Na apresentação do documento, a Direção Executiva da CNTE contextualiza o atual cenário político nacional e internacional, marcado pelo avanço da extrema direita, por ataques às liberdades democráticas e por políticas neoliberais que impactam diretamente os direitos sociais e trabalhistas. O texto também destaca o papel estratégico da educação e da organização sindical na resistência a esses retrocessos e na construção de um projeto de país mais justo e democrático.

ACESSE O CADERNO DE RESOLUÇÕES

O Caderno de Resoluções reúne análises de conjuntura, posicionamentos políticos e propostas sobre temas centrais como política educacional, política sindical, direitos trabalhistas, financiamento da educação, gestão democrática das escolas, combate à privatização e à plataformização do ensino, além de pautas transversais como direitos humanos, igualdade de gênero, combate ao racismo, defesa da população LGBTQIAPN+ e enfrentamento à crise climática.

Entre os eixos prioritários, o documento reforça a necessidade de uma CNTE democrática, plural, combativa e com independência de classe, capaz de articular nacionalmente as lutas da categoria, fortalecer a mobilização de base e enfrentar, nas ruas e no campo das ideias, os projetos que ameaçam a educação pública e os serviços públicos no país.

O caderno também aponta desafios estruturais vividos pela categoria, como a precarização das relações de trabalho, a terceirização, o adoecimento profissional, o enfraquecimento das carreiras e os impactos das reformas educacionais recentes, reafirmando a importância da unidade e da organização coletiva para a defesa de direitos.

Ao final, o documento apresenta um Plano de Lutas, com propostas de mobilizações, campanhas nacionais, articulação internacional e defesa do direito de greve, além da construção de ações unificadas em torno do piso salarial, do financiamento da educação pública e da valorização de todos os profissionais da educação.

O Caderno de Resoluções do 35º Congresso da CNTE se consolida, assim, como um instrumento político e organizativo fundamental para orientar a ação sindical da Confederação e fortalecer a luta em defesa da educação pública e da democracia no Brasil.