Categoria em Alta Floresta faz manifestação exigindo o reajuste do Piso pelo Executivo


O motivo do ato público foi mais do que justo: a cobrança para que a gestão municipal cumpra com a Lei nº 11.738/2008 e implemente o reajuste previsto para a recomposição salarial da categoria, em 23,24%.

Publicado: 12/05/2022 14:52 | Última modificação: // :

Escrito por: Andressa Boa Sorte/Sintep-MT

Sintep-MT/Subsede Alta Floresta

Uma manifestação na última terça-feira (10) mobilizou centenas de trabalhadores da educação, pais de alunos e sociedade em geral, no município de Alta Floresta, extremo norte de Mato Grosso. O motivo do ato público foi mais do que justo: a cobrança para que a gestão municipal cumpra com a Lei nº 11.738/2008 e implemente o reajuste previsto para a recomposição salarial da categoria, em 23,24%.

Com índices assustadores de inflação e com o achatamento dos salários, o reajuste é um direito do trabalhador e que não está sendo respeitado no município. “De acordo com nossos cálculos, o educador aqui em Alta Floresta perde cerca de R$ 600 por mês sem a recomposição salarial”, disse Ilmarli Teixeira, presidente da subsede do Sintep no município.

“Essa paralisação teve uma participação importante da própria sociedade, que também apoia nossa pauta. Isso porque estamos lutando pela qualidade do ensino público. É uma defesa que vai para além do viés financeiro, salarial, embora essa reivindicação do reajuste seja totalmente legítima. Nós saímos às ruas para que o filho do trabalhador tenha acesso à uma escola pública de qualidade, e isso se faz com profissionais valorizados, que tem condições dignas de trabalho, com ônibus escolar de qualidade, escolas com estruturas em boas condições. Então, nossa luta é para que haja, de fato, vontade política em implementar ações que invistam na educação pública e no seu conjunto de trabalhadores como um todo”, enfatizou Ilmarli.

Sintep-MT/Subsede Alta Floresta
Profissionais da educação municipal de Alta Floresta lotam Câmara de Vereadores pela recomposição do piso salarial da categoria, em 23,24%.

Após o ato público em frente à prefeitura, os sindicalistas se reuniram com parte da equipe do executivo municipal, com a presença dos secretários de educação, finanças e administração. Nesta reunião, foi formada uma Comissão composta por integrantes do Sintep-MT, diretores, professores, apoios e técnicos escolares, afim de discutir as alternativas para implementação do piso de modo a contemplar toda a categoria, inclusive os que são contratos temporários.

“Segundo o Executivo, será encaminhada à Câmara municipal, o projeto de reestruturação da carreira. Isso é um avanço, uma construção necessária; no entanto, precisamos destacar a questão dos contratos temporários, que em Alta Floresta chegam a 60% do quadro funcional. O PCC’s vale apenas para os efetivos, então, precisamos pensar em alternativas que contemplem esses trabalhadores contratados, até porque os recursos do Fundeb, sabemos que não estão sendo utilizados os 70% na remuneração do conjunto dos trabalhadores da educação”, disse.