Assembleia Sindical aprova RGA de 4,5% sem abrir mão da continuidade das negociações


Diante do arrocho salarial de 46,88%, a categoria delibera pela Revisão Geral Anual (RGA) apresentada e cobra continuidade das negociações visando à recomposição integral do débito.

Publicado: 27/01/2026 17:15 | Última modificação: 27/01/2026 17:15

Escrito por: Lina Obaid

Sintep/Alto Paraguai
Profissionais da educação em assembleia. Com a presença da presidenta da subsede, Márcia Araújo Gomes e o diretor regional, Joildo Oliveira.

Em Assembleia realizada segunda-feira, 26/01, a subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em Alto Paraguai, deliberou por aceitar a recomposição de 4,5%, negociada com a prefeitura. Contudo, permanecem na luta pela integralidade do débito (46,88%), cobrando novas negociações até março de 2026.

De acordo com a presidenta da subsede, Márcia Araújo Gomes, a situação exige providências urgentes. “Não podemos aceitar essa defasagem salarial histórica. A administração pública precisa encontrar uma alternativa para quitar esse débito com os profissionais da educação e garantir valorização real da categoria”, afirmou.

Atualmente, o piso inicial no município é de R$ 2.608,25, enquanto o piso nacional está fixado em R$ 5.130,63, o que representa uma diferença de R$ 2.522,38.

Outro ponto debatido foi o início do ano letivo, previsto para o dia 02 de fevereiro. A assembleia deliberou, e o Sintep/Alto Paraguai já protocolou, um ofício solicitando à Secretaria Municipal de Educação a alteração do calendário escolar, diante da falta de condições para o início das aulas.

“As escolas da rede municipal apresentam problemas estruturais, como ausência de pintura e reparos, falta de material pedagógico e quadro de pessoal incompleto, com situação mais grave na creche municipal, que enfrenta grande demanda de alunos sem número suficiente de professores e Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDI’s)”, esclareceu a dirigente.

A categoria também denunciou insuficiência de profissionais, havendo apenas contagem de pontos prevista para os dias 02 e 03 de fevereiro – quando as aulas, em teoria já deveriam ter começado - o que inviabiliza o início do ano letivo na data anunciada. O Sintep/Alto Paraguai reafirma que seguirá mobilizado na defesa do piso nacional, da valorização profissional e de uma educação pública de qualidade.