Após quatro anos em obra, escola estadual de Novo São Joaquim segue sem prédio próprio
Estudantes e professores se dividem em espaços improvisados e sem infraestrutura adequada, comprometendo a aprendizagem integral dos alunos e condições de trabalho dos educadores.
Publicado: 03/09/2026 10:39 | Última modificação: 03/09/2026 10:39
Escrito por: Roseli Riechelmann
Após quatro anos em construção, a Escola Estadual Diniz Alves de Toledo, em Novo São Joaquim (446 km de Cuiabá), segue sem prédio próprio. Iniciada em 2022, a obra tem custo previsto de R$ 8,8 milhões e atende cerca de 600 estudantes, que continuam distribuídos em espaços improvisados.
A situação foi constatada nesta semana pela presidenta do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Maria Celma Oliveira. Durante o período de obras, turmas se formaram e novos estudantes ingressaram sem sequer conhecer o prédio próprio da escola.
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Atualmente, os alunos estão divididos entre uma igreja e o prédio de uma escola municipal. Segundo a comunidade escolar, os espaços não oferecem estrutura adequada, com ausência de refeitório, biblioteca e quadra esportiva. As aulas de Educação Física também precisam ser realizadas de forma improvisada.
A situação afeta ainda professores e funcionários, que precisam se deslocar diariamente entre os dois prédios, separados por cerca de dois quilômetros. A falta de espaço também impede atividades de integração, como a tradicional Festa Junina.
Para o Sintep-MT, os quatro anos de espera comprometem a formação dos estudantes e submetem os profissionais a condições inadequadas de trabalho.
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“É preciso ter seriedade com a Educação. São vidas envolvidas e um processo de formação que tem sido comprometido ao longo desses quatro anos. Sem contar o desrespeito aos profissionais que atuam em espaços improvisados e em condições inadequadas para desenvolver uma educação de qualidade”, afirma Maria Celma.
Para a presidenta, a situação é mais um exemplo da distância entre o discurso do governo estadual e a realidade da Educação pública. “Mais uma vez, o que vemos são as práticas do governo em maquiar a realidade da educação na rede estadual”, conclui.




