“A esperança terá que vencer o medo”, cita palestrante


A frase do dirigente da CUT, Ariovaldo Camargo, simboliza a coragem necessária à classe trabalhadora para reafirmar conquistas e direitos sociais

Publicado: 14/05/2022 18:08 | Última modificação: // :

Escrito por: Roseli Riechelmann

Sintep-MT
Ariovaldo Camargo , dirigente da CUT, foi o palestrante convidado para Análise de Conjuntura no 3º Conselho de Representantes do Sintep-MT

O 3º Conselho de Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), de modelo híbrido, ocorreu sábado (14/05) pela manhã, destacando a necessidade de renovar as esperanças e fazer a organização da categoria para a retomada das conquistas. O verbo esperançar foi destaque nas avaliações do palestrante convidado, o dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ariovaldo Camargo. 

O dirigente da CUT fez destaque às perdas de direitos, ao aumento da miséria, em especial a precariedade das políticas sociais que foram intensificadas no governo Bolsonaro. Fez um paralelo entre o Dia 13 de Maio (Dia da Libertação da Escravidão), registrado um dia antes, e o retrocesso nas conquistas da população negra à educação, trabalho, segurança, saúde, em 134 anos do decreto oficial do fim da escravidão.

Na análise sobre os impactos que a guerra entre Rússia e Ucrânia e os reflexos dela no Brasil, destacou que a guerra tem uma responsabilidade nas altas dos preços, mas que, no Brasil, eles foram agravados pelas opções políticas do governo Bolsonaro. A  população ganha em reais, mas paga os combustíveis conforme a valorização em dólar.

O retrocesso de direitos e conquistas foi destacado tendo como exemplo o Brasil anterior a 2016 e o atual, com 1,5 milhão de trabalhadores na informalidade, apenas entre os que trabalham com aplicativos de entrega e transporte. Ariovaldo destacou a importância das eleições em 2022, um divisor de águas entre o Brasil que se quer e o que se tem. Para isso, “a esperança terá que vencer o medo”, concluiu.