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Escola pública não é curral eleitoral.

Publicado: 09/09/2026 17:01

Tempos mudam, a tecnologia avança, mas algumas práticas insistem em permanecer: nos corredores da rede estadual de ensino de Mato Grosso, o clima que se instala em períodos decisivos não é o do debate democrático, mas o do constrangimento, da vigilância e do voto de cabresto velado.

A pressão sobre gestores, coordenadores e servidores com contratos temporários e também em efetivos expõe uma engrenagem que usa a estabilidade e as funções de confiança como moeda de troca:
Cobrança informal por alinhamento e engajamento político;

Medo de retaliação, perda de atribuição ou transferências arbitrárias;

Utilização da máquina pública para silenciar vozes dissidentes dentro da escola.

A educação tem como princípio a formação crítica e cidadã. Como ensinar cidadania e liberdade aos estudantes se os próprios educadores são submetidos à coação e ao medo?

O voto é secreto, a consciência é livre e a escola pertence à sociedade, não a governos de plantão.

Denuncie qualquer tipo de assédio eleitoral. A dignidade da educação pública começa na liberdade de quem ensina.
 

*mensagem publicada originalmente no instagram da autora
Ester Assalin, professora doutora, aposentada da rede estadual de Educação de Mato Grosso e dirigente sindical